Para compartilhar idéias!



terça-feira, 24 de novembro de 2015

25 de novembro: pelo fim da violência contra a mulher

O dia 25 de novembro foi escolhido para ser o “Dia Internacional pela não violência contra a mulher”, no I Encontro Feminista da América Latina e do Caribe em 1981, em homenagem as irmãs Mirabel (brutalmente assassinadas, em 1960, na ditadura de Rafael Trujillo na República Dominicana).
De lá pra cá muita luta tem sido travada pelo fim da violência contra a mulher. O estabelecimento de políticas públicas, campanhas de conscientização, pacto pela não violência contra a mulher, criação de órgãos de atendimento às mulheres vítimas de violência e leis específicas fazem parte do conjunto de medidas pelo fim da violência.
No mês de março de 2015 foi promulgada a Lei do Feminicídio que pune com mais rigor os assassinos de mulheres por motivação de gênero. Além de aprimoramento das ações da Lei Maria da Penha com a criação de varas especiais da mulher em várias cidades.
Entretanto, mesmo com as mulheres tendo mais anos de estudos e avançarem no mercado de trabalho, a violência continua assombrando a vida das mulheres em todas as suas matizes, física, sexual, psicológica e  patrimonial, preconizadas na Lei Maria da Penha.
Dados do IBGE confirmam que as mulheres continuam recebendo salários menores do que os dos homens no exercício da mesma função, mostrando outra face da violência contra a mulher no mercado de trabalho, mesmo tendo sido promulgada uma lei que proíbe essa diferenciação.
Com relação à violência física e sexual contra a mulher, o quadro continua aterrador. Dados ainda colocam o Brasil como um dos países mais violentos e o Paraná em terceira posição. Em Maringá, de janeiro a outubro de 2015 foram registrados 1612 ocorrências de atos contra as mulheres, sendo que 111 casos foram de estupro (Dados fornecidos pela Delegacia da Mulher).  Regiões como a área central e ao redor da Universidade e das faculdades são as que detem índices elevados de assédio e estupro pelo grande fluxo de mulheres jovens.
Alguns acontecimentos durante o ano, também, nos levam a refletir sobre a postura machista reinante ainda em nosso país, que contribui para que a violência contra a mulher seja banalizada e não tratada com a seriedade que o tema exige. Vamos citar apenas alguns fatos: (1) o bombardeio da bancada conservadora do Congresso Nacional propondo que não se deva fornecer a pílula do dia seguinte nem atender as mulheres vitimas de estupro e nem realizar o aborto permitido por lei; (2) a discussão, completamente distorcida, da chamada “ideologia de gênero” patrocinada por setores das igrejas católicas e evangélicas, quando da elaboração e aprovação dos planos municipais da educação; (3) os comentários realizados por um deputado (o mesmo do projeto da proibição da pílula do dia seguinte) para sua colega de plenário do tipo: “só não te estupro por que você não merece”, como se isso fosse um benefício para a mulher,  mostrando claramente a postura machista e sem limites; (4) as imagens e frases totalmente desrespeitosas, com conotação sexual e claramente machistas com relação as nossas mulheres que atuam na política, em especial com a nossa Presidenta da República, Dilma Roussef; (5) a discussão do primeiro assédio sexual, que começou com comentários sexuais nas redes sociais sobre uma menina de 12 anos que faz parte de um programa de reality show de culinária, mostrando a dura realidade de nossas crianças e adolescentes que são frequentemente assediadas.
Por outro lado, inúmeras iniciativas são tomadas em vários cantos do país como forma de dar um basta contra a violência contra as mulheres. Mas, as campanhas de conscientização, as políticas públicas implementadas, as leis mais rigorosas e os órgãos de atendimentos às mulheres vítimas de violência devem atuar de forma, cada vez mais incisiva, para dar um basta definitivo na violência contra a mulher.
O “Dia 25 de novembro” nos faz refletir que a não violência contra a mulher continua sendo um grande desafio para a sociedade e para mulheres e homens que lutam por um mundo sem violência. O basta pelo fim da violência contra a mulher se deve dar, também no dia-a-dia, em todos dos dias.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra

Hoje, dia da Consciência Negra. Aprendi muito ao longo da minha caminhada com as mulheres negras e com o movimento da comunidade negra. Existem muitas pessoas que fizeram parte desse aprendizado, mas gostaria de destacar a professora Aracy Adorno Reis e o professor Luiz Santos Guarani-Kaiwoá da APP Sindicato que, com sua firmeza de posicionamento, sempre nos levam um passo adiante na luta pelo fim da discriminação.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Coro Feminino da UEM: comemorando 10 anos com concerto

O Coro Feminino do Centro de Ciências Humanas, letras e Artes da UEM comemora 10 anos de existência, com um concerto de aniversário. Serão apresentadas 10 músicas, com participação especial da Orquestra de Flautas da UEM. As músicas são brasileiras.
O evento ocorre dia 18/11, as 20 hs no Teatro da UEM. Entrada franca.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Redes sociais auxiliam no encontro da turma de ex-alunos da UEM, mais de 30 anos depois.

As turmas 1/1978 e 1/1979 do curso de Processamento de Dados da UEM se reúnem em Maringá, após a formatura em janeiro de 1982. A idéia partiu de um dos ex-alunos, Ludgero Senhorini, morador de Campo Grande (Mato Grosso do Sul),  que contatou e encontrou os colegas espalhados pelo Brasil. As redes sociais foram uma ferramenta de grande auxílio para localizar a grande maioria dos colegas e como meio de comunicação para a realização das atividades do encontro e troca de idéias e experiências da turma. Além de jantar e churrasco, o grupo também elaborou um livreto que conta a história de cada um e cada uma, após a formatura. As professoras doutoras do Departamento de informática, Maria Madalena Dias e Tania Fatima Calvi Tait fazem parte da turma 1/1979 e participam das atividades. Os professores Sandra Ferrari, Jucelia Fregoneis, Osvaldo Santos e Alvaro Periotto participarão como professores das turmas. Será realizado, a pedido dos ex-alunos, um tour pela UEM, passando pelos locais onde o departamento de informática, bibliotecas e outros ficavam na época e como e onde estão agora.

Muitas emoções aguardam os ex-alunos do curso de PD da UEM.

 

domingo, 25 de outubro de 2015

Violência contra a mulher no Enem 2015


Quando li o título da matéria nos jornal “Violência contra a mulher é tema na redação do Enem 2015” meu coração sorriu ao lembrar daquele fatídico dia em que esse mesmo coração chorou ao ver os cartazes “Gênero não” na Câmara Municipal de Maringá quando da discussão do Plano Municipal de Educação. E o mesmo aconteceu em muitas cidades brasileiras e paranaenses com distorção da necessidade de se discutir a violência e a discriminação contra as mulheres.

Aliado a isso fiquei sabendo, também, pela Internet, que teve uma questão sobre Simone de Beauvoir e o movimento feminista.

Finalmente, vemos a história de lutas das mulheres tendo seu lugar na educação mesmo diante de tantas barbaridades que são ouvidas quando se fala em discutir violência de gênero e sexualidade nas escolas.

As estatísticas estão mostrando o aumento da violência contra a mulher que coloca o Brasil como dos mais violentos e o nosso Paraná em 3. posição no país. Segundo dados informados pelo jornal Gazeta do Povo, de março a setembro 17 mulheres foram assassinadas no Paraná.

Nem a Lei Maria da Penha e nem a Lei do Feminícidio parecem conter a violência contra a mulher, que é cultural e tolerada por uma sociedade machista e excludente. Quem sabe com milhares de jovens respondendo a essa questão e escrevendo sobre a violência contra a mulher no Enem sejam mais sementes plantadas nesse universo para garantir o basta pelo fim da violência contra a mulher.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

29 de abril jamais será esquecido

Faz 150 dias dos massacre de 29 de abril, do Beto Richa contra professoras e professores do Paraná.



sábado, 26 de setembro de 2015

As conferências e as políticas públicas

Várias áreas realizam conferências municipais, estaduais e nacional para estabelecer as diretrizes de políticas públicas. No entanto, a maioria da população fica alheia e alijada desse processo que pode modificar sua vida. Vamos tomar como exemplo, a 6.  Conferência Municipal da Mulher de Maringá, a qual conheço bem, pois fui delegada pela Ong Maria do Ingá. Nas discussões nos grupos saíram propostas que serão tratadas em nível municipal, estadual e nacional. Temas como combate contra violência contra a mulher, empoderamento das mulheres, igualdade nas cadeiras no legislativo, mulheres negras, entre outras, foram convertidas em ações.
Uma ação em nível municipal que deverá ser encaminhada pelo Conselho da Mulher e pela Secretaria da Mulher é com  relação a ocupação das cadeiras das trabalhadoras da saúde, movimento LGBT e religiões étnicas que ficaram de fora por problemas de documentação. Inclusive foi dado prazo de 60 dias para o preenchimento das três cadeiras no Conselho. Também, a Conferência deliberou como proposta a articulação com as empregadas domésticas para futura cadeira no Conselho da Mulher. Aprovou-se, também, que as mesas de aberturas do eventos e conferências  municipais em Maringá tenham representante do movimento negro.
Em nível estadual, além das propostas de melhoria da infraestrutura física e recursos humanos, foi aprovado o pedido de mudança de local da Delegacia da Mulher. Esse pedido foi efetuado pelo Fórum Maringaense de Mulheres em 2013, com resposta negativa pela Secretaria de Justiça.
Para a Conferência Nacional, as delegadas presentes na conferência em Maringá, propõem a sustentação da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres com status de ministério, como sempre foi, desde 2003. As delegadas ressaltaram a importância da secretaria nacional em um país como o nosso, em que apesar de sermos a maioria da população e termos mais anos de estudos, somos violentadas e desprestigiadas com ínfima representação na política. Destacou-se na Conferência que o Brasil ocupa a 7. posição no mundo em violência contra a mulher e o Paraná, ocupa a 3. posição entre os estados brasileiros.
A Conferência Municipal da Mulher de Maringá nos deixa a certeza de que temos muito que fazer no estabelecimento de políticas públicas que garantam um vida digna, com igualdade, para nossas mulheres.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Conferência Municipal da Mulher de Maringá

Ontem, dia 26/08, começa a ser divulgada a chamada para a 6. Conferência Municipal da Mulher de Maringá. As delegadas, com direito a voz e voto, deverão se inscrever, conforme instruções no ofício abaixo.
Observadoras terão direito a voz e devem se inscrever no site da Prefeitura: www.maringa.pr.gov.br
Mulheres, vamos participar, analisar as políticas públicas para mulheres e propor novas ações.
Quanto maior nossa participação, maior nossa força, em todas as áreas, inclusive na luta pelo fim da violência contra a mulher que mata nossas mulheres e meninas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A árvore na cidade de Maringá

Estou escrevendo semanalmente para o site www.folhademaringa.com.br
O artigo dessa semana: A árvore na cidade de Maringá está em:

http://folhademaringa.com.br/a-arvore-na-cidade-de-maringa/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Maringá do futuro: uma cidade sem passado.

http://folhademaringa.com.br/maringa-do-futuro-uma-cidade-sem-passado/

Posse do Conselho da Mulher de Maringá

Hoje, 04/08 é a pose da nova composição do Conselho da Mulher de Maringá. Será as 18 hs, no Auditório Hélio Moreira, na Prefeitura.
Tenho a satisfação de retornar ao Conselho da Mulher de Maringá, como representante da Ong Maria do Ingá-Direitos da Mulher. www.mariadoingamulher.blogspot.com
Parabéns as conselheiras e um ótimo trabalho na defesa dos direitos das mulheres.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Novo livro: Gerencia de Projetos de Software

Lançamento do nosso livro Gerencia de Projetos de Software na Faculdade Cidade Verde, com Elisa Huzita, Camila Lapasini Leal e Luiz Fernando Braga Lopes. Agradecemos o Prof. Luiz Fernando Braga Lopes pelo carinho, pelo convite e pela organização do evento.
 

3 meses do massacre nos professores e servidores estaduais pelo Beto Richa

Hoje faz 3 meses que o Beto Richa mandou soltar bombas de gás e tiros nos professores e servidores estaduais acampados na praça em Curitiba. A reivindicação era para que se cumprisse o reajuste dado por lei. Esperamos que ninguém esqueça essa data, pois nós, professores e servidores jamais esqueceremos.


terça-feira, 28 de julho de 2015

Museu de Londrina: resgatando nossa história

A construção da foto era a estação ferroviária de Londrina, transformada em Museu Histórico. Segundo informações do vigia, o Museu é uma parceria da UEL e da Prefeitura. Durante o tempo todo que estive no Museu, lembrei da nossa antiga rodoviária derrubada e seu local transformado em um estacionamento. Perdeu-se a grande oportunidade de resgatar história da nossa região e fazer um centro cultural. Havia crianças de escolas com visita monitorada conhecendo e valorizando a história da sua cidade e região. Infelizmente, o mesmo não se deu aqui em Maringá, local onde o poder público municipal sempre se pauta pelo capital.

sábado, 25 de julho de 2015

Lançado livro "Gerência de Projetos de Software"

Ocorreu na manhã de sábado, 25/07, o lançamento do nosso livro Gerencia de Projetos de Software na Faculdade Cidade Verde, das autoras Elisa Huzita, Camila Lapasini Leal e Tania Tait. O livro foi publicado pela Editora Ciência Moderna, www.lcm.com.br 
Participaram da mesa de abertura do evento, os professores Barbiere, Favaro e Luiz Fernando pela FCV, Dante Medeiros pelo Departamento de Informática (UEM) e Sandro Moles (Assesspro-PR). Também se fizeram presentes, a Gerente de Qualidade do Hospital Santa Rita, Maria Edith Vilella Pedras que prefaciou o livro, o ex-vereador Carlos Mariucci, a profa. Elsa Mariucci e a prof. Maria Madalena Dias, do DIN e Assessoria de Planejamento (UEM), bem como familiares, alunos e professores da FCV, Cesumar, FEITEP, SESI e UEM. Agradecemos o Prof. Luiz Fernando Braga Lopes pelo carinho, pelo convite e pela organização do evento.
 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Quando li “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!” no site da Marcha Mundial de Mulheres (https://marchamulheres.wordpress.com/) fiquei pensando na força dentro da frase.
Ali contida estão todas as formas de violência que as mulheres sofrem em todos os cantos do mundo e que as tornam prisioneiras de uma sociedade machista e excludente que as encarcera,  as violenta e as assassina.
O  chamado “todas sejamos livres” nos instiga a pensar na solidariedade que devia existir entre as mulheres pois todas sofremos algum tipo de violência simplesmente pelo fato de ser mulher.
No entanto, mesmo com a beleza e o poder da frase que nos inspira a seguir adiante, mesmo com tantas adversidades e com  sensação que estamos “remando contra a maré ou dando murro em ponta de faca”, nos deparamos com intermináveis barreiras que se levantam em nossa marcha pela igualdade e liberdade.
Recentemente tivemos o episódio lamentável e deprimente da interpretação equivocada por parte das igrejas evangélicas e católica com relação aos Planos Municipais de Educação e a inclusão das discussões pelo fim da violência contra a mulher, homofobia e racismo.
A cada instante temos a notícia que uma mulher foi assassinada por um ex qualquer que se sente dono de seu corpo e de sua alma, a ponto de tirar sua vida covardemente, a despeito do rigor da Lei do Feminicidio promulgada em março. Nem precisamos lembrar que o Paraná, esse lindo e rico Estado ocupa a vergonhosa 3ª posição em violência contra a mulher, sendo o primeiro no sul do país. E os Governos Estadual e Municipais nada fazem a respeito.
E, mais lamentável que tudo é o fato de muitas mulheres, em pleno século XXI, não se enxergarem, em seu cotidiano, no trabalho, na escola e nas ruas, como oprimida. E por não se enxergarem como tal reproduzem e fortalecem o discurso e as ações machistas que aprisionam todas nós mulheres.
Verdadeiramente,  seguiremos em marcha até que todas sejamos livres não faz parte de uma caminhada fácil e nem de uma estrada tranquila. Entretanto, a solidariedade pode nos fortalecer a ponto de eliminarmos as formas de opressão em quem vivemos, nós e as mulheres pelo mundo afora.
Vamos começar buscando encontrar  o que nos oprime e  refletir sobre o que e a quem estamos fortalecendo quando realizamos alguma ação. Como mulheres no mundo do trabalho, nos movimentos sociais ou em cargos públicos, entre tantas coisas,  vamos pensar no que nos move na marcha da vida, o que estamos deixando ao nosso redor e o que podemos estar reproduzindo para aprisionar outras mulheres nas gerações futuras.

Quando nossas mentes se abrirem, a marcha certamente ficará mais forte e solidária e os obstáculos do caminho serão facilmente removidos com nossa força, união e solidariedade.

Assembleia para eleição do Conselho da Mulher de Maringá

Amanhã, 14/07, as 8 hs acontecerá a Assembléia Pública para eleição do Conselho da Mulher de Maringá. Será no Cesumar, Auditório D. Etelvina, bloco 07, último andar.
Informes sobre a assembleia em www.maringa.pr.gov.br
A nossa ong Maria do Ingá-Direitos da Mulher estará presente, pleiteando vaga no segmento Movimento Organizado de Mulheres.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Dois meses do massacre aos professores e servidores públicos feito pelo Beto Richa.

 
Em 29/06, as entidades sindicais realizaram atos para relembrar os dia 29 de abril quando a polícia do Paraná a mando do Governador Beto Richa mandou soltar bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimento e cachorros pit bull em cima de professores e servidores que protestavam pelo roubo do Paraná Previdência realizado por ele e seus deputados. Covardemente, professores e servidores desarmados foram atacados como se fosse uma guerra.
Pra nunca mais esquecer, pra sempre lembrar, o dia em que o povo digno do Paraná descobriu quem é realmente Beto Richa.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Mulheres: retroceder em nossas conquistas jamais!

Acordem mulheres do nosso Brasil antes que voltemos ao passado quando não podíamos estudar, nem sair desacompanhadas, nem amar quem desejassemos, nem fazer nossas escolhas. Após a abertura democrática, nossas mulheres se organizaram para colocar na Constituição de 1988 a igualdade entre mulheres e homens, De lá pra cá, conseguimos implantar delegacias da mulher, leis de proteção às mulheres vítimas de violência, lei do feminicídio, somos mais qualificadas em anos de estudos e chefiamos famílias. No entanto, mesmo sendo mais de 50% da população brasileira e termos uma mulher na Presidência do país, somos apenas 8% na política. E agora, estamos vendo nossos direitos sendo surrupiados por  falso moralismo e falsa religiosidade. Cuidado mulheres e meninas, daqui a pouco vão querer colocar uma venda em nossos olhos e em nossas bocas e atar nossas mãos. Diante de tudo que vi e ouvi nessa semana, nas nossas câmaras de vereadores e na câmara de deputados, a minha preocupação se tornou gigantesca.
RETROCEDER EM NOSSAS CONQUISTAS JAMAIS!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Por detrás das placas: “Gênero NÃO”

O conceito mais comum de gênero vincula a identidade social relacionada ao sexo de um indivíduo ou seja, gênero indica se mulheres ou homens, é determinado pela cultura. O sexo é determinado pela biologia, indica se masculino ou feminino.
Então o que acontece em todo o Brasil, nas cãmaras municipais quando ficaram lotadas por pessoas se dizendo contra a ideologia de gênero e pela família. O que leva agrupamentos religiosos a empunharem placas “Gênero Não”? O que estão pensando sobre o significado de gênero?
Assustadoramente estamos vendo nossas conquistas serem surripiadas por vereadores, deputados estaduais e deputados federais, de forma desrespeitosa e distorcida, como no caso das cotas de mulheres para as eleições. 
Ao pregarem a discussão de gênero e diversidade sexual nas escolas, os professores estão motivados pelo combate à violência contra a mulher, contra o racismo e contra a homofobia, que matam milhares de pessoas em nosso país. Entretanto, em uma distorção do que é pregado pelos movimentos sociais, os legisladores estão levando centenas de pessoas a empunharem bandeiras que nem sequer sabem o seu real significado.
Por detrás das placas “Gênero Não” escondem-se: o assassinato de mulheres, homens e adolescentes; a intolerância religiosa; o desrespeito as pessoas seja por cor, raça ou sexo; preconceito;  racismo; homofobia entre outros.
Por detrás das placas “Gênero Não” se esconde a violência contra a mulher que faz com que nossas mulheres sejam violentas e estupradas.
Por detrás das placas “Gênero Não” se esconde o racismo que faz com nossos homens e mulheres sejam discriminados.
Por detrás das placas de “Gênero Não” se esconde a homofobia que mata milhares de pessoas em nosso país devido à sua sexualidade.
Por detrás das placas “Gênero Não” se esconde, enfim, uma sociedade intolerante com as diferenças e que, “em nome de Deus”, permite, silenciosamente, que se cometam atrocidades com seus semelhantes.

Certamente, em algum canto do Universo, Deus deve estar entristecido em ver o que seus filhos e filhas fazem com seus irmãos e irmãs, pois, nos ensinaram que Ele criou todos iguais, com amor.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Reunião do Forum Maringaense de Mulheres.

 Hoje, 16/06, temos a reunião do Forum Maringaense de Mulheres, 18:30h no Plenarinho da Câmara Municipal. O inverno é sempre quente na luta das mulheres. Vamos ficar atentas e atentos, estão querendo impor retrocessos em nossas conquistas Não foram resolvidos problemas graves como assassinatos de mulheres e violência doméstica, os quais mesmo com Leis mais rigorosas como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicidio continuam sendo cometidos. E ainda querem retroceder em nossas conquistas. Se não nos unirmos e fortalecer as nossas conquistas, ainda vamos correr o risco de perdermos muito. Já estão querendo até ditar as cores das nossas roupas...e assim começa a repressão...
Pauta da reunião:
1. Aprovação do regulamento do Forum
2.Conselho Municipal da Mulher de Maringá
3.Conferência Municipal da Mulher

quinta-feira, 28 de maio de 2015

29 de abril: dia do massacre

Dia 29 faz um mês daquele massacre que o Desgovernador Beto Richa impôs aos professores e servidores públicos do Estado do Paraná. É uma data pra nunca mais esquecer e que tem que ser contada e marcada. As cenas são lamentáveis e violentas. Cada vez que as vemos sentimos como se fosse em cada um de nós paranaenses. Três secretários caíram por conta do massacre, mas seu mandante principal continua violentando os professores e todo funcionalismo público estadual com suas propostas indecorosas e suas mentiras em propagandas com recursos do próprio Estado.
E o clamor continua ecoando pelos quatro cantos do nosso Paraná: FORA BETO RICHA!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Lançado livro Gerência de Projetos de Software

O  livro Gerência de Projetos de Software das autoras professoras Elisa Huzita, Tania Tait e Camila Leal, da UEM, foi lançado pela Editora Ciência Moderna. O livro é resultado de nossos estudos e pesquisa sobre o gerenciamento de projetos de software. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

ELA É PETISTA

No mês da mulher publiquei um artigo na Gazeta do Povo intitulado “Até quando seremos assassinadas pelo machismo”.  O referido artigo teve vários comentários, machistas inclusive, questionando a violência contra a mulher em contraponto a violência geral. Mas, o que me chamou a atenção, pois com comentários machistas, infelizmente, já estamos habituadas, foi um comentário em especial que colocou, após sua análise da violência: “ A autora é petista.” Fiquei pensando será que ele está querendo desqualificar um trabalho sério realizado pela ong Maria do Ingá-Direitos da Mulher emendando que a coordenadora é petista. Espera aí, desqualificar para quem? Obviamente para os anti-petistas.

Da mesma forma, li um comentarista, de um jornal em nível nacional, associar os líderes do movimento dos servidores públicos estaduais ao PT, como se isso fosse descaracterizar a violência cometida pelo governador e polícia contra os professores e professoras no dia 29/04.

 
Certamente, nós que apoiamos as lutas pelo fim da discriminação, pelos direitos humanos, por justiça e igualdade e que temos filiação partidária, nos enxergamos enquanto cidadãos vinculados aos partidos de esquerda que atuam nessas áreas. Por isso, quando tem alguma mobilização por direitos humanos, liberdade e igualdade, defesa do meio ambiente, entre tantas lutas, os chamados partidos de esquerda (PT, PCdoB, PSTU, PSol) estão presentes. Não é toa, pois são esses partidos que colocam um contra ponto sobre a barbárie que o sistema capitalista impõe a classe trabalhadora e a população em geral. Por isso, muitos líderes de movimento sindical e populares são vinculados aos partidos políticos. Muitos  líderes do patronato, não assumem, mas tem vinculação partidária e ficam tecendo comentários como se fossem desvinculados de partidos políticos.

Estou no PT desde 1984, portanto, são três décadas, nas quais aprendi a respeitar as diferenças, a entender o que significa a violência contra a mulher, o significado da discriminação na vida das pessoas, o que a sociedade capitalista e de consumo traz as nossas vidas...tudo vinculado a formação cristã sob a batuta da Teologia da Libertação, que levou muitos de nós, a ingressar na vida partidária como forma de participar ativamente na vida política do país.

Sou petista sim, e graças a essa formação posso hoje lutar incansavelmente em defesa das nossas mulheres e de tantas outras lutas contra os que querem cercear os nossos direitos. Poderia fazer tudo isso, sem ser petista, claro, como tem muitas pessoas que o fazem. Mas, não vou negar minha história e sendo petista, afirmo:

Quem pratica corrupção, se for comprovado, tem que ser punido, independente de quem seja;

Lutamos por um Brasil justo e igualitário;

Não aceitamos retrocessos nas nossas conquistas enquanto cidadãos e cidadãs;

Não recebo nenhum dinheiro pra defender o PT;

Sou brasileira, com muito orgulho e muito amor!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

O que falar desse dia, após o ataque da Polícia do Paraná contra professoras, professoras e trabalhadores da educação, a mando do Governador Beto Richa (PSDB). Profissionais da educação estavam reivindicando direitos justos contra um roubo que o “desgovernador” queria e conseguiu, graças a deputados que se voltaram contra a educação por troca de sabe-se-lá-o-que.

Não é possível que esse atentado aos direitos humanos permaneça impune. Não vou escrever mais, vou deixar essa imagem que marcou a semana e fala por si.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Trabalhadores e trabalhadoras da educação são recebidos com gás lacrimogeneo e pimenta pelo tropa de Beto Richa

FICO INDIGNADA EM VER CENAS COMO ESSAS: POLÍCIA CONTRA PROFESSORES E PROFESSORAS. LAMENTÁVEL VER ATACAREM PROFESSORES E PROFESSORAS COMO SE FOSSEM CRIMINOSOS... CAI FORA DO PARANÁ SEU BETO RICHA, HOMENS DA SUA LAIA NÃO PODEM NOS GOVERNAR. DIVULGUEM PRA SABEREM QUE É ESSE MOLEQUE MIMADO QUE NÃO RESPEITA NEM QUEM LHE ENSINOU.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Terceirização: a economia ameaçando a autonomia das mulheres

Artigo Terceirização: a economia ameaçando a autonomia das mulheres por Rivane Arantes publicado em 17.04.2015, publicado em www.abong.org.br O PL 4330/2004 de autoria do Dep. Sandro Mabel (PR/GO) que pode ser votado por estes dias no Congresso Nacional pretende regulamentar a terceirização na iniciativa pública e privada. A terceirização é um mecanismo que permite empresas contratar temporariamente outras, ao invés de contratar diretamente os trabalhadores e trabalhadoras, para executar um serviço antes realizado diretamente pelo seu quadro de pessoal. O PL 4330 não é, somente, uma ameaça à classe trabalhadora em geral – 22% do total de trabalhadores/as formais no Brasil são terceirizados, mas sobretudo, é uma ameaça à nós mulheres, já que somos a parte da classe trabalhadora mais empobrecida, que ocupa os postos mais precários de trabalho e as primeiras a serem demitidas em momentos de crise. Apesar dessa prática ter se multiplicado na maioria das empresas, inclusive nas públicas, a terceirização tem implicações nefastas para esses setores da economia. Sem dúvida é um mecanismo que dá sinal verde para a privatização, superexploração e flexibilização dos direitos trabalhistas, à medida que se permite demitir sem muita justificativa, diminuindo as bases da nova contratação. A ideia abstrata de ‘crise’ e a ‘necessidade’ de corte de gastos já é suficiente para substituir os trabalhadores/as permanentes por temporários, com menor salário, menos benefícios e condições de trabalho inferior. Estudos do DIEESE informam que a terceirização provoca rotatividade, extensão da jornada de trabalho, menor remuneração e acidentes de trabalho (de 10 acidentes de trabalho, 8 ocorrem em terceirizadas), jogando no lixo a um só tempo, o princípio constitucional da dignidade humana e do valor social do trabalho, toda a ideia de trabalho decente articulada pelos mecanismos internacionais de direitos desigualdade nas relações de trabalho. Isso se dá porque na lógica desse sistema que nos incorpora subordinadamente, seremos nós mulheres as que ‘aceitarão’, por absoluta ausência de alternativa, realizar as mesmas tarefas em condições bem mais precárias, desprotegidas e desumanas. Não nos esqueçamos que 30% das famílias brasileiras já são chefiadas por nós e que nessa condição, realizamos em torno de 30 horas de trabalho não remunerado (trabalho doméstico), ou seja, 3 vezes mais que o tempo gasto com as mesmas tarefas pelos homens (IPEA). No caso dos serviços públicos, as consequências nos parecem ainda piores, por três outros motivos: a permissão de terceirização de atividades fins através da privatização dos bens comuns; a supressão da responsabilidade solidária do Estado e a dificuldade de controle social. Explico-me: a terceirização é hoje orientada precariamente pelo Enunciado 331 do TST que apenas permite esse tipo de contratação de pessoal, no âmbito do Estado, para atividades meio, ou seja, aquelas tarefas que dão suporte (alimentação, limpeza, segurança, transporte…) às atividades principais, chamadas de atividades fins. O PL 4330 permite que se terceirize também essas atividades, o que vai causar implicações severas, principalmente na realização dos serviços públicos essenciais (saúde, educação, transporte, seguranças…), fragilizando a estrutura do Estado pela execução de política públicas através da iniciativa privada, o que já vem ocorrendo com a privatização dos bens comuns, a exemplo da água, e se aprofunda com a fragilização das carreiras públicas e da qualidade dos serviços. Outro problema diz respeito à responsabilidade solidária da empresa contratante, ou seja, hoje, o Estado contratante deve se responsabilizar pelas dívidas trabalhistas deixadas pela terceirizada, é uma forma mínima de proteger os trabalhadores/as nessa relação, já que ele não consegue regular o mercado. O PL suprime essa obrigação, literalmente abandonando os trabalhadores/as à própria sorte. E, por fim, a questão do controle social. No caso do serviço público, a terceirização tem uma relação direta com a intensificação da privatização dos serviços públicos, o que para nós mulheres, é uma grave ameaça à implementação dos nossos direitos, pensando que a iniciativa privada obedece a lógica do consumo mercantil e não a do direito orientada pelo bem comum, transparência, universalidade, laicidade e não discriminação. Quando o serviço público é pulverizado em iniciativas privadas, mais dificuldade a sociedade civil tem de obter informações para o monitoramento das ações, responsabilização pelos abusos e ilegalidades. A terceirização não é mais um fantasma. Para nós mulheres já é uma experiência bem presente de nossa incorporação subordinada no mundo do trabalho produtivo. Pesquisas apontam que as maiores empresas de terceirização do mundo se dedicam aos serviços, tipo de trabalho majoritariamente desenvolvido por nós mulheres e, nas áreas de segurança, telemarketing e limpeza, tarefas que também, pela divisão sexual e racial do trabalho, são preponderantemente realizadas por nós mulheres e negras. Basta ver o que já está ocorrendo com as trabalhadoras domésticas, maior categoria de trabalhadoras mulheres do Brasil, que segue sem todos os direitos trabalhistas garantidos, em que pese a aprovação da EC da equiparação, em amplo processo de substituição por outras trabalhadoras temporárias (diaristas). E aqui está uma última consequência do PL, a cisão no interior da própria categoria de trabalhadores/as, à medida em que a terceirização, ao criar relações de trabalho distintas para uma mesma função, cinde a unidade e a luta da categoria. Não é de hoje que nós, mulheres trabalhadoras, somos submetidas a exploração e opressão. É da natureza do capitalismo, esse sistema que a tudo e a todos/as captura e incontornavelmente se conecta com o patriarcado e o racismo, sugar nossa capacidade física, intelectual e artística, mas também, nosso tempo, corpos, modos de ser e fazer, sem nos compensar com justiça e sem nos reconhecer como sujeitos. É lamentável lembrar que muitas conquistas têm sido perdidas em nome da garantia dos interesses privados e, a pretexto – pasmem – do ‘desenvolvimento e mais emprego para o país’. Sendo maioria da população brasileira, maioria entre a população economicamente ativa, e tendo maior escolaridade que os homens, nós mulheres, injustamente continuamos ocupando os postos de trabalho mais precários, com menor remuneração, jornadas extensivas, e realizando quase exclusivamente o trabalho doméstico e de cuidado da família, sem direito à creches e outros mecanismos que nos permitam enfrentar a dupla jornada e garantir autonomia financeira. Não temos dúvida de que a terceirização tem gênero, raça e classe. Seremos nós mulheres, negras a vivenciar mais essa experiência de exploração e opressão. Por isso, somos contra esse projeto de lei. Ele nos fragiliza como parte majoritária da classe trabalhadora, nos rouba a condição de sujeitos, e impede a construção de uma sociedade mais justa para nós mulheres, negras e em situação de pobreza. NÃO AO PL 4330/2004! Fonte: SOS Corpo

terça-feira, 7 de abril de 2015

I SEMINÁRIO: Análise da situação da mulher brasileira e As mulheres negras a luz do efeito do racismo e da discriminação racial

Estarei participando pela ong Maria do Ingá com a Profa Aracy Adorno Reis, do Instituto de Mulheres Negras no I SEMINÁRIO: Análise da situação da mulher brasileira e As mulheres negras a luz do efeito do racismo e da discriminação racial”. DATA: 08 de abril de 2015 HORA: Início 8h – Término 17h LOCAL: APP – Núcleo Sindical Umuarama ENDEREÇO: Rua Helena Kolody, 1108 – Jardim Novo Milênio – Umuarama –Pr. Pauta: 8h – Credenciamento e Café 8h30min – Abertura (composição da mesa e outros encaminhamentos) 9h – Apresentação cultural 9h30min - Palestra: Análise da situação da mulher brasileira. Palestrante: Tania Tait 10h45min – Palestra: As mulheres negras a luz do efeito do racismo e da discriminação racial. Palestrante: Aracy Adorno Reis 12h – Almoço no local 13h – Apresentação Cultural 14h min - Debate 15h min – Palestra: Secretaria da Ação Social – Marcela Laino 17h – Encerramento REALIZACÃO: APP – Núcleo Sindical Umuarama IFPR – Instituto Federal do Paraná NRE – Núcleo Regional da Educação de Umuarama SINDAEN - Sindicato dos trabalhadores no tratamento de água e esgoto de Maringá e região. “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais humanamente diferentes e totalmente livres”. Rosa Luxemburgo

sexta-feira, 27 de março de 2015

Grandes momentos e muito aprendizado

A minha atuação no movimento organizado de mulheres me proporcionou grandes momentos e com eles veio junto muito aprendizado. Não tenho como enumerar todos, pois são muitos, tivemos participação nas conferências municipais, estaduais e nacional das mulheres, encontros de mulheres do PT e da CUT, reuniões do Conselho da Mulher de Maringá e palestras e oficinas pela ong Maria do Ingá e representação na Câmara de Vereadores pelo Forum Maringaense de Mulheres. Nessa trajetória conheci grandes mulheres, famosas e anônimas, sempre com muito a dizer. Conheci grandes militantes feministas, em nível nacional como Rose Marie Muraro e nossas feministas muito próximas, como a Rose Zanardo, nossas Roses, hoje estrelas no céu com tantas outras que se foram, mas deixaram seu legado de lutas em defesa das mulheres. Vou me permitir, nesse universo de mais de três décadas em organização e lutas em defesa das mulheres, destacar quatro desses momentos que considero especiais. O primeiro momento foi nos anos 1980 quando fizemos uma palestra, a Profa. Celene Tonella (UEM) e eu sobre violência contra a mulher em uma escola pública estadual. Ao término da palestra uma senhora nos procurou e contou sua história: apanhava do marido, tinha duas filhas pequenas, nunca tinha estudado nem trabalhado fora de casa. Segunda narração dela, ela sabia que ia apanhar dependendo da forma como o marido abrisse o portão da casa. Fomos embora muito tristes pois na época, existia apenas a Delegacia da Mulher funcionando ainda com muita precariedade. Aquela mulher precisava de mais, precisava de apoio psicológico, de assistência social, de advogado...Mas, não desanimamos. E hoje, graças a força das mulheres organizadas e suas lutas, temos uma rede de enfrentamento de violência contra a mulher, com Casa Abrigo, Centro de Referência de Atendimento as Mulheres Vítimas de Violência, as recém implantações da Casa da Mulher Brasileira que reúne todo o atendimento em um único local. Além das Leis como Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. Sabemos que passaram muito anos até que tivéssemos toda essa estrutura de apoio que, ainda, carece de imensas melhorias para que mulheres como aquela senhora não precisem mais sentir todos os dias aflição por saber que vai sofrer violência. O segundo momento, foi em 1996, no CEPIAL – Congresso para Integração da América Latina, na UEM, quando tive o prazer de propor e coordenar a mesa redonda: Mulher, Política e Trabalho. O que dizer de um evento que reuniu 340 mulheres de várias regiões do Brasil e da América Latina para tratar da discriminação contra a mulher. Ainda sinto a mão em meu ombro, de uma senhora do grupo Mães da Praça de Maio, da Argentina, que lutam para encontrar seus filhos mortos pela ditadura militar daquele país; vejo o olhar entristecido de uma senhora paraguaia contando que em seu pais, ainda preferem que nasçam meninos por que estes foram dizimados na Guerra do Paraguai e ouço a voz da indignação de uma mulher negra diante do preconceito e da discriminação. São lados da história das mulheres que traz informações do cotidiano que não aparecem nos livros oficiais da história, mas que mudam o destino das mulheres. Tudo isso me levou a indagar sobre as mulheres pioneiras em nossa região e tive, a grande oportunidade de realizar uma pesquisa sobre o olhar feminino na construção de Maringá, cujo resultado está publicado no livro “Maringá e o Norte do Paraná”, organizado pelos professores José Henrique Gonçalves e Reginaldo Dias. Mesmo tentando transcrever o que disseram, fica difícil transmitir a emoção dos olhos marejados e os comentários das entrevistadas, mas me senti na obrigação de dar as nossas pioneiras, inclusive minhas avós, seu registro em nossa história. O terceiro momento foi quando eu, muito abatida e desanimada, devido a morte do meu pai, em 2005, recebi uma mensagem da senhora Iris Bruder, falando sobre um texto que eu havia escrito a respeito da importância da reciclagem e das cooperativas de catadores de lixo. E ela dizia na mensagem que “gosta dos meus escritos sobre as mulheres e a defesa dos direitos, e que o mundo precisava de pessoas como eu...” Na época foi como se eu tivesse recebido um chacoalhão... Marquei uma visita e passei uma tarde muito gostosa conversando sobre a vida com ela. Chamo de “anjos” que surgem em nossas vidas em momentos de encruzilhada e nos fazem seguir adiante. Agora, 2015, um quarto momento, na Asumar, Associação de Surdos de Maringá, em palestra que ministrei sobre a violência contra a mulher, com parceria da interprete de libras, Daniella, senti a necessidade de novos aprendizados. A sensação que me levou para casa foi a de que temos muito que fazer e esclarecer para as pessoas sobre os direitos e pelo fim da violência contra a mulher. A atenção, as perguntas e participação do público nos faz ter certeza de que a ong Maria do Ingá-Direitos da Mulher trilha por caminho certo quando atua na formação e informação na área de direitos da mulher. E pra mim, como ser humano, em constante aprendizado, interagir com um público que tem suas próprias reivindicações mas que busca estar integrado no mundo que o cerca, leva a reflexão de que temos muito que aprender, sempre. Muita emoção ao escrever esse texto, com esses pensamentos que estão comigo desde ontem a noite. Espero ter a sabedoria para converter esses pensamentos em ações na linha do que aprendemos lá no começo da militância, no movimento estudantil, via Pastoral Universitária, na construção de um mundo mais justo e igualitário.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Senadora Gleisi Hoffmann no VIII Café, Mulheres e Política

Mesa de abertura do segundo dia do VIII Café, Mulheres e Política, com palestra da Senadora Gleisi Hoffmann. Na mesa estavam: Prof. Cesar, vice-presidente do Sinteemar, Iraides Baptistoni, Presidente da CUT Regional, Elza Mariucci, representando setorial de mulheres do PT de Maringá, Simone Mancini Liduário Suzuki, coordenadora do Núcleo de Mulheres do Sinteemar e eu, pela ONG Maria do Ingá - Direitos da Mulher. Muita alegria em receber a Senadora Gleisi Hoffmann e o público presente, composto por mulheres e homens comprometidos com a luta pela igualdade e pelo fim da discriminação contra a mulher.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Começa hoje o nosso VIII Café, Mulheres e Política

Hoje começa o nosso VIII Café, Mulheres e Políticas. 19 hs no Auditório do Sinteemar: Palestra com Rosane Silva sobre o Sistema Político Brasileiro e as Mulheres. Escolhemos esse tema pois sabemos das dificuldades que nossas mulheres tem quando tentam ingressar ou ingressam na política. Somos apenas 8% de mulheres na política e, em sua maioria, são mulheres eleitas por herança familiar (filhas, irmãs, esposas de políticos) . Além disso, mulheres negras, indígenas, lésbicas, entre outras ficam de fora. Temos esperança, ainda, que uma reforma política possa equilibrar esse quadro com representações mais verdadeiras. www.mariadoingamulher.blogspot.com

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

VIII Café, Mulheres e Política

O evento VIII Café, Mulheres e Política organizado pela Ong Maria do ingá-Direitos da Mulher acontecerá nos dias 11 e 12 de março, no Auditório do Sinteemar. Em sua oitava edição, o evento conta com parceria de entidades sindicais (CUT Regional Norte Novo, Sinteemar, Sismmar, Sindaen, APP Sindicato), com o Setorial de Mulheres do PT e UEM. Programação do VIII Café, Mulheres e Política: 11/03 – 19 h – As mulheres e o sistema político brasileiro. Palestrante: Rosane Silva – Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT. 12/03 – 19:30 h – Direitos das Mulheres e a legislação brasileira. Palestrante: Gleisi Hoffmann - Senadora O evento é gratuito e contará como atividade acadêmica complementar, com projeto pela UEM.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Angelas, Sandras, Daianas, Paulinhas, Cintias e Marias...até quando?

Nos anos 1970 houve grande repercussão no caso da morte da socielite Angela, morta pelo marido, o qual ficou em liberdade, tendo sido condenado posteriormente em outro julgamento. Nos anos seguintes, foram assassinadas mulheres e meninas por ex-companheiros, estrupradores, pedófilos etc. Crimes sempre vinculados ao poder sobre o corpo e a alma da mulher. Os assassinos, via de regra, tem atenuantes e ou cumprem pequenas pequenas ou nem são condenados com justificativas de forte descontrole ou stress emocional., como foi o caso da jornalista Sandra que levou um tiro pelas costas e ao cair, levou outro tiro no ouvido do ex-namorado que a perseguia desde o rompimento do namoro. Ex-namorados inconformados com o fim de namoro como os de Daiana e Cintia que se planejam e tiram suas vidas. Casos como de outra Daiana que foram mortas por assumirem sua homosexualidade. O que não dizer da Paulinha encontrada morta num campus universitário com vestígios de briga. E todas as mulheres, as nossas Marias espancadas, violentadas, assassinadas covardemente por homens que suspostamente as amavam. A impunidade continua vigorando por trás dos crimes contra as mulheres, capitaneado por uma sociedade machista e excludente que coloca os assassinos e violentos como não criminosos com a alegação absurda de que “mataram por amar demais”. A despeito do rigor da Lei Maria da Penha, que pune agressores e das inúmeras medidas protetivas e preventivas pelo fim da violência contra a mulher, sabe-se que a violência faz parte da cultura machista que desequilibra as relações pessoais levando um a se sentir donos de suas companheiras e ex-companheiras. O que tem chamado a atenção é o aumento dos assassinatos e a idade das vítimas, mulheres jovens sendo assassinadas ou agredidas por homens também jovens. Jovens que deveriam ter uma postura diferente e mais igualitária, visto que nasceram e cresceram em uma sociedade na qual as mulheres tem mais participação e presença em todos os setores. Jovens que estão reproduzindo a sociedade machista em suas atitudes e comportamentos agressivos. Políticas públicas como a Casa da Mulher Brasileira são louváveis, pertinentes e necessárias. No entanto, temos que fazer algo mais na construção de um mundo sem violência contra a mulher e sem qualquer forma de discriminação. Comecemos prestando atenção ao nosso redor, nas ruas, no trabalho, nas escolas, em casa. Vamos enxergar onde está o machismo e o que ele faz com nossas mulheres. Vamos, nós, mulheres e homens, dar um basta nesse crime que é a violência contra a mulher.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Roubo do ParanáPrevidência!

Todo servidor público estadual contribui mensalmente, com 11% dos seus salários, sem interrupções, com desconto direto na folha de pagamento para o ParanaPrevidência. Lembrando que servidores públicos devido a estabilidade não possuem FGTS, ou seja, quando se aposentam recebem os salários como aposentados. O ParanáPrevidência é um fundo com caixa financeiro automático e garantido, portanto, e, como desconta em folha de pagamento de cada servidor, serve para garantir a aposentadoria de cada um. E o Desgovernador Beto Richa quer se apoderar desse fundo para sanar sua irresponsabilidade com as finanças do nosso Paraná, que é a quinta economia do Brasil. Como pôde falir? Pegar os 8 bilhões do ParanáPrevidência para pagar contas do Estado que administrou muito mal e gastou mais em propaganda do que em qualquer outra conta, é roubar a classe trabalhadora do serviço público estadual. E pergunto, não cabe impeachment para o Desgovernador Beto Richa?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

UEM em greve por tempo indeterminado!

A partir de hoje, 11/02, a Universidade Estadual de Maringá está em greve. A decisão foi tomada em Assembleia que reuniu centenas de servidores que são contrários ao "pacotaço" de medidas amargas a toda categoria. Os servidores e servidoras da UEM se unem a todos os servidores do Estado do Paraná.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Polícia pra trabalhador e trabalhadora?

Será que o Desgovernador Beto Richa do PSDB vai fazer o mesmo que seu colega, Senador Alvaro Dias, do PSDB fez quando foi Governador do Paraná, soltando a cavalaria em cima dos professores e professoras.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Mulher encontrada morta na UEM

Mulher morta encontrada na UEM leva a uma triste reflexão: A UEM está com aparência de abandonada devido aos prédios inacabados por falta de recursos e pela falta de contratação de servidores pelo Desgoverno Beto Richa. Que ministra aulas ou estuda, principalmente, no período noturno, sabe o perigo que enfrenta ao sair das salas de aula ou dos departamentos. Posso afirmar, com certeza, pois vivi isso, a sensação de perigo ao sair de uma sala de aula e ir embora andando pelas passarelas da UEM e passando pelas construções inacabadas. Muitos casos de estupro foram relatados no ano passado dentro e ao redor da UEM. E as mulheres são o alvo e as grandes vítimas. Ações urgentes precisam ser tomadas antes que mais mortes aconteçam

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Primeira Casa da Mulher Brasileira

Em Campo Grande- MS, a presidenta Dilma Rousseff, a ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, outras seis ministras e ministros de estado, e a própria Maria da Penha Maia Fernandes , mulher-simbolo da luta pelo fim da violência contra a mulher, na cerimonia de inauguração da primeira unidade da Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande-MS. A Casa da Mulher Brasileira faz como parte do programa do governo federal: “Mulher, Viver Sem Violencia”.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Cortando a UEM e no nosso coração!

Sentimento de tristeza ao ver o que o progresso faz em nossas vidas. Foto da duplicação da rua Lauro Werneck dentro da UEM.