Para compartilhar idéias!



domingo, 28 de novembro de 2010

Domingo de sol e chuva...

Hoje foi um dia bastante movimentado. Além da invasão do Morro do Alemão no Rio de Janeiro que está ocupando a TV o tempo todo, tivemos a Costela de Chão no CTG para arrecadar fundo para o Espaço Nelson Verri. Trata-se de um entidade que atua com crianças e adolescentes nas áreas de educação, cultura e esporte. São 6 anos de um belo trabalho. Parabéns à equipe do Espaço Nelson Verri.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

25 de novembro: Dia Internacional pelo Fim da Violência contra a Mulher

No dia 25 de novembro, atividades são desenvolvidas em todo o mundo para chamar a atenção sobre a violência contra a mulher que continuar sendo um grave problema na nossa sociedade. Infelizmente, os dados sobre os registros de violência dos órgãos de atendimento às mulheres mostram que essa prática é muito mais comum do que imaginamos. Datas como dia 25 contribuem para chamar a atenção, mas afirmamos sempre que a violência se combate sistematicamente em todas as horas e em todas as áreas de nossas vidas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Três Décadas da Trajetória de uma Mulher na Computação

A primeira vez que ouvi um comentário, feito por um gerente, diferenciando mulheres e homens na computação: “prefiro mulheres em análise de sistemas, pois são mais detalhistas que os homens”, fiquei analisando se isso era bom ou mau. Dentro do contexto, o comentário parecia valorizar uma característica que as mulheres desenvolveram ao longo dos séculos, que é enxergar o todo e executar várias tarefas ao mesmo tempo. Estávamos em 1985, iniciando a abertura democrática no país. Neste período criaram-se as Delegacias da Mulher para atender mulheres vítimas de violência.
Na segunda vez que ouvi um comentário sobre a questão de gênero, dito por um professor: “vocês meninas deviam ir fazer outro curso, computação é para homem”, considerei muito grave. A indignação foi geral... tratava-se de um professor- empresário. Já eram os anos 1990 e, em 1995, realizou-se a Conferência Internacional da Mulher, na China, a qual mobilizou mulheres do mundo todo na luta pelo fim da discriminação, por liberdade e direitos humanos.
Esses foram os únicos comentários explícitos que ouvi durante minha vida como profissional em uma trajetória que pode ser a de muitas mulheres na área de computação ao longo de 30 anos, iniciada em 1979, como aluna do curso de Processamento de Dados de uma universidade pública.
Naquele período, por incrível que possa parecer, não percebi diferença no número de meninos e meninas no curso, nem discriminação nas aulas por sermos meninas. Apenas o que notava era que nos olhavam como se fossemos uma espécie de “gênios”. O equipamento da universidade era um computador IBM 360 e nossos programas escritos em cartões perfurados.
Ao terminar o curso, fui trabalhar em uma empresa que adquirira um equipamento COBRA 530, o qual era fruto da lei de reserva de mercado e do incentivo à produção nacional. Já estávamos nos anos 1980. Foi emocionante desenvolver programas para uso de informações em telas de computador. Ainda era programação estruturada e as linguagens de programação eram o COBOL e o RPG. A equipe toda era composta por mulheres, inclusive a gerente do centro de processamento de dados.
Depois fui contratada por outra empresa como analista de sistemas. O equipamento era, também, mainframe e a estrutura centralizada. Nessa empresa ouvi o primeiro comentário diferenciando mulheres e homens profissionalmente.
Nesse período, após ter ministrado aulas na universidade, optei pela carreira acadêmica. Houve um período de aprendizado, após anos de mainframe, pois nos laboratórios de ensino eram utilizados microcomputadores. Vale lembrar que tive meu primeiro contato com a rede de computadores, a BITNET. Nesse ambiente ouvi a discriminação mais forte colocando as meninas “fora da área de computação”.
Em meados dos anos 1990, criamos o Museu do Computador e no site incluímos o item participação feminina na computação, com uma lista das mulheres que atuaram na área como Ada Byron, Grace Hooper, entre outras. Algumas pessoas estranharam a iniciativa, mas como eu já atuava em movimentos sociais na área de direitos da mulher, consideraram natural que o tema fosse incluído no museu. Aqui entramos na era da Internet.
Após período de afastamento para pós-graduação pude confirmar a ausência de mulheres na área tecnológica. No retorno à universidade, notei que as turmas do curso de Ciência da Computação estavam com poucas meninas. Fiquei curiosa e realizei um levantamento no período de 1998 a 2007, junto ao setor de assuntos acadêmicos para verificar a situação. Do total de 11 ingressantes meninas no vestibular de 1998 em uma turma de 40 alunos, o número foi caindo a cada ano, a ponto de chegar em 2007 com duas ingressantes no curso.
Também, de 2001 a 2003 atuei como diretora de informática em uma prefeitura e pude sentir a resistência de alguns homens que não aceitam serem chefiados por mulheres. No setor público, devido a um plano de cargos e salários o valor da remuneração de mulheres e homens é o mesmo para as mesmas funções.
Entretanto, no ambiente empresarial, a situação é contrária, pois ainda prevalece a diferença salarial e a não prioridade na escolha de mulheres em cargos de direção. Como representante da universidade no Arranjo Produtivo Local de Software me deparei com a ausência de mulheres, principalmente em reuniões dos gerentes e diretores, nas quais, eu era a única representante.
A partir de 2005 começa a haver uma preocupação com a pouca presença de mulheres na computação e surgem iniciativas tanto em nível nacional como internacional. Dentro desse cenário, procuramos sempre colocar a discussão em disciplinas como Informática e Sociedade, cujo conteúdo possibilita relacionar os problemas da área de computação.
Ao longo desses 30 anos, tive oportunidade de vivenciar a evolução da informática e, ao mesmo tempo, acompanhar a participação das mulheres e o declínio de sua presença na área. A lição que aprendi é manter forte a convicção de que as mulheres podem ocupar todos os lugares e as profissões que desejarem. Também aprendi que devemos estar sempre atentas aos pequenos comentários que, em sua totalidade, retratam uma visão machista de sociedade que ainda pensa na mulher no papel de passiva exercendo apenas as atividades ditas femininas do cuidar e educar.
Além disso, estou convicta que nós devemos desenvolver ações afirmativas que incentivem as mulheres a ter presença ativa, também, na área de computação. Essas ações somam-se a tantas outras que contribuem para colocar um basta na discriminação contra a mulher.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Saborear o final de ano...

Gostaria de saborear o clima de festividade e férias que envolve o final de ano (família por perto, presentes etc). Mas, são tantas atividades até dia 23 de dezembro que fica difícil compatibilizar tudo. Vamos curtindo os pedacinhos...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Uso de redes sociais

Os alunos dos cursos de Informática e Ciência da Computação estão desenvolvendo projetos com uso de redes sociais para atuar em diversas áreas. Os trabalhos fazem parte das disciplinas que ministro: Informática e Sociedade e Aspectos Psicológicos e Sociais da Informática. Os temas envolvidos são: violência no trânsito, discriminação racial, discriminação sexual, educação inclusiva, violência contra a mulher, saúde - DST/AIDS,defesa do meio ambiente, combate à violência: jogos e filmes e combate à corrupção. OS alunos apresentam a situação em cada área e propõem formas de contribuir para melhorar a área com o uso de redes sociais. Os trabalhos estão bem interessantes e em alguns casos, até nos emociona. Estou muito satisfeita com a dedicação dos alunos que foram, inclusive, buscar depoimentos e situações na nossa cidade. Parabéns aos alunos e alunas. Acredito que estamos atingindo nosso objetivo de colocar o uso de tecnologia de informação e comunicação (no caso, redes socias)a serviço da sociedade e que essa discussão contribua para formação de nossos futuros profissionais em computação.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Evento Serviço Social

Foi muito legal participar do evento do curso de Serviço Social da Faculdade Ingá. As discussões foram bem interessantes. O trabalho que as alunas e os alunos fizeram em torno dos movimentos sociais da cidade e da região(mulheres, movimento da comunidade negra, meninos e meninas de rua, entre outros) mostrou que temos muito acúmulo de trabalho em cada uma das áreas. Entretanto, diante dos problemas levantados sabemos que temos muito que contribuir para que a vida das pessoas melhore. E, para mim, falar sobre a participação da mulher, em especial, é sempre muito gratificante. A nosso ong Maria do Ingá está sempre disposta a trocar idéias sobre o tema. Parabéns as organizadoras do evento.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

I Mostra de Serviço Social - Estágio e Políticas Sociais no Processo de Formação

I MOSTRA DO SERVIÇO SOCIAL - “ESTÁGIO E POLITICAS SOCIAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO” -
FACULDADE INGÁ

DATA: 10/11/2010
19h00 - CERIMONIAL

19h15 - ABERTURA CULTURAL
LOCAL: Faculdade Ingá Bloco N Sala 4

19h30 - PALESTRA

TEMA: Participação da Mulher na Sociedade.

PALESTRANTE: Tania Fatima Calvi Tait

20h00- DEBATE
LOCAL: Faculdade Ingá Bloco N Sala 4

21h00 - COFFEE BREAK
LOCAL: Faculdade Ingá Bloco N Sala 3

DATA: 11/11/2010


19h00 - ABERTURA DO SERVIÇO SOCIAL
LOCAL: Faculdade Ingá Bloco N Sala 3


19h30 - APRESENTAÇÃO DOS ESTÁGIÁRIOS/EXPOSIÇÕES DE PAINÈIS
LOCAL: Faculdade Ingá Bloco N Sala 3



20h00 - PALESTRA

TEMA: ONG JUSTIÇA E PAZ

PALESTRANTE: FLORESTINA PINHEIRO MACHADO


20h40 - DEBATE
LOCAL: Faculdade Ingá Bloco N Sala 4

21h00 - COFFEE BREAK
LOCAL: Faculdade Ingá Bloco N Sala 3

domingo, 7 de novembro de 2010

Estatísticas das eleições 2010: mulheres eleitas

Resolvi atualizar os dados que temos das eleições 2006 sobre a participação e eleição das mulheres nas eleições 2010. Do total de 1059 deputados estaduais, apenas 136 são mulheres, o que faz um total de 12,8% das cadeiras. Especificamente no Paraná, temos 54 cadeiras na Assembléia Legislativa, sendo 4 ocupadas por mulheres. Para a Câmara Federal são 513 cadeiras, das quais 44 são ocupadas por mulheres (8,57%). E no Paraná, temos 30 cadeiras na Câmara Federal, sendo 2 ocupadas por mulheres. Entre os governadores, são duas eleitas. No Senado, temos 8 mulheres eleitas. Apesar de termos eleito a primeira mulher presidente do Brasil é fácil perceber, pelos dados apresentados, que ainda temos muito que atuar para equilibrar a participação e eleição de nossas mulheres. Nota-se, também, que pouco mudou das eleições 2006 para 2010.
Os dados apresentados foram extraídos do TSE (www.tse.gov.br). Os sites: www.maismulheresnopoderBrasil.com.br e www.cfemea.org.br adicionam informações sobre a participação das mulheres nas eleições 2010

sábado, 6 de novembro de 2010

E o Parque do Ingá, heim?

Ontem vi a reportagem sobre a abertura do Parque do Ingá. Foi uma abertura de poucas horas para mostrar as obras do Parque para jornalistas e vereadores. Passaram dois anos e nós, maringaenses, estamos sem a nossa tradicional área de lazer. A reporter informou que não há previsão de abertura devido a conclusão das obras. Mas, o silêncio em torno do fechamento do parque é o que mais me impressionou. Estranho que em muitas ocasiões houve muita movimentação e comentários em Maringá. Escrevi especificamente sobre dois episódios: do cedro e da canfístula. Conto a história em "A Canafístula e o Cedro", está em http://www.din.uem.br/~tait no item artigos e textos em jornais.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Lá se vai a nossa velha rodoviária...

Cada vez que passo na frente da rodoviária velha sinto aperto no coração. Acabei de receber a notícia de que recomeçaram a demolição. Me lembra a música: "cada tábua que caia doía no coração". Pena que não aproveitaram a oportunidade para manter um patrimônio histórico e ao mesmo tempo criar um centro cultural.
Agora nossas lembranças ficarão nas fotos e na memória de cada um.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma Presidente do Brasil

Gostaria de começar agradecendo aos que compartilharam suas idéias no blog durante o período eleitoral. Muitos preferiram enviar e-mails para o endereço que divulgo aqui outros me paravam na rua para comentar. Ouvi frases de todos os tipos e mesmo não gostando de algumas delas, tudo contribui para que possamos refletir.
Claro que estou muito feliz e acredito que a Dilma fará um grande governo e desmistifique o tal do "será que mulher dá conta?".
Como mulher, como petista e como feminista, torço muito para que se abra, cada vez mais, espaço para a igualdade entre mulheres e homens.
Viva a democracia!