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domingo, 26 de setembro de 2010

Mais sobre o Enio Verri...

Conheci o Enio, no dia que passamos no vestibular, em 1979. Atuamos juntos na Pastoral Unviversitária, na Associação de Moradores da Vila Morangueirinha, no PT e na prefeitura como secretários (ele, Finanças e eu, Administração) na gestão do prefeito José Claúdio. Além do lado profissional, nos tornamos também amigos. Por tudo isso posso falar sobre o Enio com tranquilidade. A sua atuação sempre foi pautada pelo interesse maior de melhoria da vida das pessoas e por políticas públicas que realmente façam a diferença. As palavras que me vem à cabeça com relação ao Enio são: competência e seriedade. Isso faz muita diferença na atuação como deputação estadual. Por isso, sem nenhuma dúvida, voto e peço seu voto para o Enio Verri 13300 pra Deputado Estadual no dia 03 de outubro.

Enio Verri 13300 - Deputado Estadual

Olá amigos e amigas. Peço um minuto de sua atenção.
Estamos nos aproximando de mais uma eleição. As decisões tomadas agora
serão muito importantes para o futuro do Paraná e do Brasil. Por isso estou
entrando com contato com amigos e familiares para pedir o apoio ao
candidato a deputado estadual Enio Verri número 13300. Conheço o trabalho
e o caráter do Enio e posso afirmar que ele é uma pessoa trabalhadora,
competente, íntegra e dedicada a projetos que transformam a sociedade na
essência e não apenas na aparência.
Especificamente para as universidades as ações desencadeadas pelo Enio como deputado
estadual e como secretário de planejamento trouxeram inúmeros benefícios
tanto em obras de infraestrutura como recursos para melhoria das
atividades como força atuante no desenvolvimento regional. Enio
esteve sempre presente apoiando as iniciativas das universidades e contribuindo para
a liberação de recursos. Isso nos motiva a querer que Enio continue
desempenhando esse importante papel em prol da região.
Obrigada pela atenção.
Abraços.
Tania Tait.
Obs: podem divulgar a mensagem se puderem.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mulher, Política e Computação

Escrevi o texto "Mulher, Política e Computação" reunindo informações sobre a atuação da mulher tanto na política como na área de computação. O artigo Está publicado na Revista Eletrônica da Sociedade Brasileira de Computação chamada SBC Horizontes, em http://www.sbc.org.br/horizontes
Por algum erro de edição da revista, as considerações finais saíram de outro artigo. Transcrevo abaixo as considerações finais originais. Mas antes passa no endereço da revista e leia o artigo.
"Considerações finais
Não se deve discutir a pouca presença das mulheres na computação sem avaliar o contexto da participação das mulheres na sociedade. Marginalizadas quando atuam na vida política, discriminadas quando escolhem carreiras ditas masculinas, as mulheres e, também, os homens que lutam pelo fim da discriminação contra a mulher tem muito trabalho a fazer. Este artigo buscou colocar algumas idéias a mais na busca de respostas com relação à participação das mulheres em áreas ditas masculinas, a partir da visão da história das mulheres na nossa sociedade, marcada por lutas na busca da igualdade. O texto também procura trazer a reflexão da participação em outras áreas como a esfera pública, na qual as mulheres tem pouca presença e ficam alijadas do processo de decisão das políticas públicas que refletirão em seu dia-a-dia."

domingo, 12 de setembro de 2010

Frouxidão na aplicação da Lei Maria da Penha?

A Lei Maria da Penha a lei(Lei 11.340) foidecretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em 7 de agosto de 2006. Os movimentos organizados de mulheres e as mulheres brasileiras comemoram a ciração da Lei Maria da Penha.
A Lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.
A Lei promove o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar.
A Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal.
Resumindo, a Lei Maria da Penha foi promulgada para coibir a violência contra à mulher, no entanto, nesses quatro anos de existência da Lei, temos visto assombradas (os) o número de assassinatos de mulher e atos de violência aumentarem.
Segundo especialistas no assunto, falta a criação de juizados especiais e a capacitação de profissionais para tratar de forma rigorosa os atos de violência.
Na IV Conferência da Mulher de Maringá, ouvimos, na exposição do Promotor Robertson, da Vara da Infância, Adolescência e Mulher, sobre a necessidade de criar uma vara especial para a mulher. E, ainda segundo o promotor, a prioridade na vara em que atua é criança e adolescente pois não dispõem de recursos para tratar a violência contra a mulher. Essa informação gerou protestos na conferência e a solicitação da criação de uma Vara Especial de Atendimento à Mulher Vítima de Violência.
Enquanto isso não ocorre vemos nossas mulheres covardemente assassinadas como aconteceu com a cabeleireira, com a advogada, com a modelo, com a dona de casa...crimes cometidos por ex-namorados ou ex-maridos que se sentem donos do corpo e da alma da mulher e, por isso, se sentem no direito de tirar-lhes a vida.
E quando os instrumentos necessários para a aplicação da Lei Maria da Penha serão efetivamente implantados e utilizados?
Até quando a sociedade irá tolerar esses crimes?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Texto de Leonardo Boff

Para mim o significado maior desta eleição é consolidar a ruptura que Lula e o PT instauraram na história política brasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braço ideológico, a grande imprensa comercial. Notoriamente, elas sempre mantiveram o povo à margem da cidadania, feito, na dura linguagem de nosso maior historiador mulato, Capistrano de Abreu, "capado e recapado, sangrado e ressangrado". Elas estiveram montadas no poder por quase 500 anos. Organizaram o Estado de tal forma que seus privilégios ficassem sempre salvaguradados. Por isso, segundo dados do Banco Mundial, são aquelas que, proporcionalmente, mais acumulam no mundo e se contam, política e socialmente, entre as mais atrasadas e insensíveis. São vinte mil famílias que, mais ou menos, controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras. Não admira que estejamos entre os países mais desiguais do mundo, o que equivale dizer, um dos mais injustos e perversos do planeta.

Até a vitória de um filho da pobreza, Lula, a casa grande e a senzala constituíam os gonzos que sustentavam o mundo social das elites. A casa grande não permitia que a senzala descobrisse que a riqueza das elites fora construída com seu trabalho superexplorado, com seu sangue e suas vidas, feitas carvão no processo produtivo. Com alianças espertas, embaralhavam diferentemente as cartas para manter sempre o mesmo jogo e, gozadores, repetiam: "façamos nós a revolução antes que o povo a faça". E a revolução consistia em mudar um pouco para ficar tudo como antes. Destarte, abortavam a emergência de outro sujeito histórico de poder, capaz de ocupar a cena e inaugurar um tempo moderno e menos excludente. Entretanto, contra sua vontade, irromperam redes de movimentos sociais de resistência e de autonomia. Esse poder social se canalizou em poder político até conquistar o poder de Estado.

Escândalo dos escândalos para as mentes súcubas e alinhadas aos poderes mundiais: um operário, sobrevivente da grande tribulação, representante da cultura popular, um não educado academicamente na escola dos faraós, chegar ao poder central e devolver ao povo o sentimento de dignidade, de força histórica e de ser sujeito de uma democracia republicana, onde "a coisa pública", o social, a vida lascada do povo ganhasse centralidade. Na linha de Gandhi, Lula anunciou: "não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido". Linguagem inaudita e instauradora de um novo tempo na política brasileira. O "Fome Zero", depois o "Bolsa Família", o "Crédito Consignado", o "Luz para Todos", o "Minha Casa, minha Vida, o "Agricultura familiar, o "Prouni", as "Escolas Profissionais", entre outras iniciativas sociais permitiram que a sociedade dos lascados conhecesse o que nunca as elites econômico-financeiras lhes permitiram: um salto de qualidade. Milhões passaram da miséria sofrida à pobreza digna e laboriosa e da pobreza para a classe média. Toda sociedade se mobilizou para melhor.

Mas essa derrota infligida às elites excludentes e anti-povo, deve ser consolidada nesta eleição por uma vitória convincente para que se configure um "não retorno definitivo" e elas percam a vergonha de se sentirem povo brasileiro assim como é e não como gostariam que fosse. Terminou o longo amanhecer.

Houve três olhares sobre o Brasil. Primeiro, foi visto a partir da praia: os índios assistindo a invasão de suas terras. Segundo, foi visto a partir das caravelas: os portugueses "descobrindo/encobrindo" o Brasil. O terceiro, o Brasil ousou ver-se a si mesmo e aí começou a invenção de uma república mestiça étnica e culturalmente que hoje somos. O Brasil enfrentou ainda quatro duras invasões: a colonização que dizimou os indígenas e introduziu a escravidão; a vinda dos povos novos, os emigrantes europeus que substituíram índios e escravos; a industrialização conservadora de substituição dos anos 30 do século passado mas que criou um vigoroso mercado interno e, por fim, a globalização econômico-financeira, inserindo-nos como sócios menores.

Face a esta história tortuosa, o Brasil se mostrou resiliente, quer dizer, enfrentou estas visões e intromissões, conseguindo dar a volta por cima e aprender de suas desgraças. Agora está colhendo os frutos.

Urge derrotar aquelas forças reacionárias que se escondem atrás do candidato da oposição. Não julgo a pessoa, coisa de Deus, mas o que representa como ator social. Celso Furtado, nosso melhor pensador em economia, morreu deixando uma advertência, título de seu livro A construção interrompida (1993): "Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta no devir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-Nação" (p.35). Estas não podem prevalecer. Temos condições de completar a construção do Brasil, derrotando-as com Lula e as forças que realizarão o sonho de Celso Furtado e o nosso.

Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.

Tempos de muitos acontecimentos...

A turbulência tem rondado meus dias. Muitos acontecimentos ao mesmo tempo, além é claro do período eleitoral. Em tempos assim é preciso muito calma e sabedoria.
Vale recorrer aquele pedido:
"Concedei-nos Senhor, Serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para saber a diferença".