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terça-feira, 8 de agosto de 2017

De lá pra cá: na Presidência do Conselho Municipal da Mulher de Maringá



Retorno à Presidência do Conselho Municipal da Mulher de Maringá, para a gestão 2017-2018. A outra gestão que presidi foi de 2004-2006 e, naquela época, acompanhei a transição de Assessoria da Mulher (comandada pela Zica Franco) em Secretaria da Mulher (comandada pela Terezinha Pereira). De lá pra cá, nesses onze anos, muita coisa mudou, na minha vida pessoal e na vida do país. 


Evento Seminário de Enfrentamento à violência contra a mulher na Internet, de 07/08/2017
(Foto: Silvia Muniz). 
Sou conselheira no Conselho Estadual dos Diretos das Mulheres e pude realizar um pos-doutorado em História, para narrar a história das mulheres de Maringá no campo de luta contra a ditadura militar, o qual me emocionou e me fez mais convicta de que ditadura militar nunca mais. 
Tive a alegria de ver promulgada a LEI Maria da Penha (2006), participei da instalaçao do CRAM-Centro de Referência às mulheres vítimas de violência) e da Casa Abrigo, sentir o prazer de votar na primeira mulher Presidenta do Brasil, de ver a promulgação da LEI do Feminicídio (2014), de continuar com o trabalho de formação e informação realizado pela ONG Maria do Ingá – Direitos da Mulher, de ver muitos resultados das lutas do movimento feminista pelo fim da violência contra a mulher, pelo fim da discriminação e pela igualdade. Participei da formação do Forum Maringaense de Mulheres (2013), tendo sido sua primeira presidenta.  Vi a Secretaria da Mulher se tornar uma secretaria múltipla (2016), que voltará a ser Secretaria da Mulher, pelo atendimento, por parte do prefeito, à solicitação do Conselho da Mulher e do Forum Maringaense de Mulheres.
Aprendi, nesses anos, o conceito de “sororidade” e a acompanhar a Marcha Mundial de Mulheres, com a alegria e a força das mulheres jovens, negras, LGBT, estudantes, camponesas, da floresta, indígenas e, tantas outras que compõem o nosso Brasil e nosso mundo. Participei das conferências municipal, estadual e nacional de políticas para mulheres. Estive na Marcha das Mulheres de apoio à Presidenta Dilma, que foi tirada por políticos corruptos  e por uma sociedade para a qual acabar com a corrupção era apenas o impeachment da Presidenta, mas isso é pra outro texto.
Foram muitas reuniões, oficinas, pedalada pelo fim da violência contra a mulher, seminários, nosso tradicional Café, Mulheres e Política, em sua 11ª. Edição, debates e viagens pela região.
Onze anos depois, com tantas lutas e conquistas, tudo poderia ser um mar de rosas, mas, não é...
O machismo continua assassinando, agredindo e estuprando nossas meninas e mulheres. Além das formas tradicionais de violência física, psicológica, patrimonial e emocional, surgem novas como as disseminação de calúnia, difamação e de imagens intimas de mulheres e meninas, via Internet. Protegidos por uma tela de computador ou de celular, homens disseminam esse tipo de violência contra a mulher que causa sua morte civil, seu afastamento de amigos e familiares e, em alguns casos, há registros de suicídio decorrentes dessa violência. Dados fornecidos pela ONG Marias da Internet, coordenada pela jornalista Rose Leonel, mostra que a maioria dos crimes de disseminação de conteúdo íntimo é realizada por homens e, muitas vezes, por ex- maridos, ex-namorados ou outro tipo de ex, inconformados com o fim do relacionamento.
Leis estão sendo promulgadas para punir os agressores de mulheres, também, pelo meio digital.
Entretanto, a despeito das promulgação das leis, vemos que a Lei Maria da Penha precisa de fortalecimento nos aspectos: integração dos serviços de atendimento; capacitação e qualificação da policia, profissionais de saúde e da justiça; conscientização da sociedade sobre a importância de atuar no combate à violência; orçamento adequado por parte dos governos para infra-estrutura de apoio e de profissionais preparados nas delegacias da mulher e IMLs; aumento do número de delegacias; rapidez nos processos tanto no atendimento aos chamados como nas medidas protetivas.
A despeito, também, da Lei do Feminicídio, que pune com mais rigor os assassinos de mulheres, temos nossas meninas e mulheres assassinadas em percentuais aterradores, 4,4 a cada mil mulheres, conforme dados divulgados recentemente pela imprensa, em nível nacional.
Campanhas de sensibilização e conscientização; recursos públicos e investimentos são necessários nessa luta pelo fim da violência contra a mulher, que é de toda a sociedade, ao lado de uma educação que valorize a igualdade entre mulheres e homens, que ensine as crianças desde cedo a respeitar as pessoas e a combater qualquer tipo de violência.
De lá pra cá, muita coisa mudou, afinal foram onze anos, mas o machismo, enraizado em nossa sociedade, continua consumindo e destruindo a vida das mulheres e exige, de nós, muita energia para combater sistematicamente a violência contra a mulher e de atuar por um mundo de igualdade entre mulheres e homens.
Mesmo diante das adversidades e de tantos problemas ainda por resolver, hoje, posso afirmar para as mulheres, com convicção:  não se calem, busquem ajuda, se protejam, conheçam seus direitos, se ergam e se empoderem!!! Esse continua sendo nosso desafio nesses novos tempos!!!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Entre o abandono e a necessidade

Hoje me dei conta de que os meses de maio e junho passaram muito depressa, com muitas atividades e mobilizações, inclusive com a conclusão do meu pos-doutorado. Fico me penitenciando quando "abandono" o blog, mas essa facilidade de usar o Facebook e o Whatsapp, me fizeram entrar na onda do texto mais rápido e mais prático, do que a escrita de textos maiores e reflexivos. As vezes sinto falta de escrever e ler um texto mais completo que não seja apenas reprodutivo de notícias ou de comentários, mas confesso que a velocidade da era da informação tem me absorvido também, como acontece com muitas pessoas.
No entanto, tenho pensado muito, nesses meses de mobilizações e delações. Primeiro, temos corruptos viajando pela Europa, inclusive, como representante do nosso povo. Segundo, temos uma justiça que, até o momento, não se mostrou imparcial como deveria ser, visto que faz tratamento diferenciado entre ricos e pobres, políticos e não políticos. Terceiro, temos uma imprensa que nos envergonha com sua tendência escrachada, ao invés de nos informar e mostrar as várias versões de um fato para que tomemos nossa posição. 
O quarto pensamento me faz refletir nas pessoas sendo abduzidas por políticos inescrupulosos, de discurso fácil e de pregação do ódio e da intolerância. Nem vou entrar no quinto pensamento que me leva a retirada de direitos protagonizadas por políticos do PSDB, PMDB, PP e aliados e seus governos (caso do Beto Richa no Paraná) ou no sexto pensamento que me leva a um congresso quase que totalmente corrupto. Portanto, dentro desse cenário, escrever se torna ao mesmo tempo um desafio e uma necessidade. Um desafio pela rapidez das informações e uma necessidade para que não caiamos no silêncio e nos deixemos levar pela onda de desânimo que assola alguns setores da nossa sociedade.
Precisamos reagir, pois repetindo pérolas bíblicas, os falsos profetas camuflados de pessoas éticas e honestas estão a espreita, procurando uma brecha para se estabelecerem e colocarem todo seu ódio e preconceito na pauta das políticas públicas, ou na falta dessas políticas.
Entre o abandono e a necessidade, fico com a necessidade e os desafios que vem junto com ela que nos movem na direção de outro cliche preconizado pela Teologia da Libertação, há quase quatro décadas, na luta por uma sociedade, justa, fraterna e igualitária.

Foto de 2016, em Brasília, Marcha das Mulheres em defesa da Presidenta Dilma.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

ONG Maria do Ingá na Greve Geral do dia 28/04

Diante da absurda reforma da previdência e da reforma trabalhista proposta pelo governo golpista Temer, as quais atingem toda a classe trabalhadora desse país, e com mais perdas de direitos para as mulheres e trabalhadoras e trabalhadores rurais, a ONG Maria do Ingá apoia e participará da Greve Geral marcada para dia 28/04. Não podemos nos eximir dessa verdadeira queima dos nosso direitos que esse Congresso Nacional, em sua maioria, formada por deputados corruptos querem aprovar. Mulheres vamos somar força a essa luta. Somos 52% da população e atuamos em vários setores, não podemos aceitar que nos retirem direitos conquistados com muito esforço pelas mulheres que nos antecederam. Por isso, vamos à GREVE GERAL!!!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Ah! o amor...



Não vou escrever sobre o amor romântico que é tema de filmes, novelas e livros. Quero falar do amor universal, aquele que foi deixado por Cristo com a célebre frase “ama ao próximo como a ti mesmo”.
A cada notícia de corrupção fico pensando o que leva as pessoas a fazer de tudo, sem qualquer escrúpulo por milhões de reais, para ocupar espaços de poder e se dar bem na vida aos moldes da famosa “Lei de Gerson”.
Pra quem não sabe o que é a Lei de Gerson, se tratava de uma propaganda de cigarro em que o jogador de futebol, famoso na época, dizia “Leve vantagem você também”  relacionando a fumar uma determinada marca de cigarro.  
O “leve vantagem você também” faz parte do imaginário e da atitude das pessoas, desde ações consideradas pequenas como furar uma fila até colocar componente químico em carne para adulterar sua má qualidade.
A mensagem por trás de levar vantagem em tudo, também, faz com que a população aceite políticos corruptos, em nome da máxima apregoada nos anos 1980, de que “ rouba mas faz”. Parece que realizar “alguma coisa” apaga o roubo efetuado. Mal sabem as pessoas que o “faz” nesses casos, carrega consigo licitações irregulares, obras superfaturadas, equipamentos e materiais de péssima qualidade.
O que o amor que escrevi no começo tem a ver com isso? Tudo!!!
Ao ser um “contentamento descontente” nas palavras de Camões, o amor não faria nem aceitaria a corrupção e não aceitaria que façamos aos outros o que não queremos que façam conosco.
O amor não valorizaria o dinheiro nem o poder, seja em que moeda de troca fosse. O amor primaria pela saúde, educação, moradia e serviços públicos de qualidade, a toda a população, independente da classe social, raça, cor, credo religioso, diversidade sexual etc.
Não vou entrar em discussão de modo de produção capitalista pois em sua essência, o capitalismo é excludente e o que comanda as decisões é a lógica do lucro. Também não tratarei de socialismo e comunismo pois não é o sistema que vivemos e conhecemos, apesar de termos como princípio que nesses sistemas, as pessoas teriam seus direitos básicos de viver dignamente garantidos. Discussão complexa para o amor que não funciona na lógica financeira e de poder.
Certamente, se fosse o amor, a mola da vida e não o dinheiro: não estaríamos as voltas com uma reforma previdenciária e trabalhista que penaliza os que mais necessitam; não receberíamos notícias de carne estragada e maquiada vendida para as merendas de nossas crianças nas escolas; não veríamos o nosso planeta sendo dizimado pela ganância sobre a  madeira e outras matérias primas em nossas florestas e rios; não teríamos nossas mulheres agredidas e mortas nem nossos jovens se matando nas drogas, para citar apenas alguns casos.
Muitas das coisas que vemos em nosso mundo, seriam diferentes, se fosse o amor, o sentimento que unisse as pessoas.  
Pode soar piegas para os estudiosos de economia e desenvolvimento, para historiadores e sociólogos, e pra muitas pessoas, mas, sim o amor faria com que nossas atitudes fossem outras ao abrir nossos corações para o bem maior, comum a todas as pessoas.
Podemos tentar, cada uma em seu cantinho, verificando quais atitudes tomamos, em nosso dia-a-dia que seriam outras se fossemos movidos por amor, seja em casa, no trabalho, na escola e na política. Essa última sim, a política, precisa de muito amor!!! Podemos começar sabendo em quem votar e não colocar no poder, políticos inescrupulosos que vão fazer na vida pública o que já faziam na sua vida privada.
O amor ao exigir atitudes, abre nosso olhar para o mundo e possibilita novas ações na construção de um mundo mais humano, fraterno e justo.
Tania Tait, professora e escritora. Autora de livros e artigos. Militante feminista.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Direitos da Mulher Trabalhadora



Escrever sobre as mulheres é sempre um grande desafio. Ao fazer um recorte com relação às mulheres trabalhadoras, este desafio se torna mais complexo visto que o trabalho da mulher não está dissociado das lutas pelos direitos das mulheres, os quais vão além da luta por igualdade salarial e melhores condições de trabalho.
A luta das mulheres no mercado de trabalho incorpora aspectos relativos à sexualidade, assédio sexual e moral, violência, dupla jornada de trabalho com os afazeres do trabalho doméstico, entre tantos outros.  No entanto, apesar das dificuldades, pesquisas apontam que uma das maiores transformações dos últimos cem anos foi a presença marcante e evidente das mulheres no mundo do trabalho.
Em toda a história da humanidade temos a presença das mulheres no trabalho, como lavadeiras, cozinheiras, cuidadoras, escravas...sem valorização, sem salários justos e sem condições dignas de trabalho.
Com a chegada da Revolução Industrial, as mulheres e crianças foram trabalhar nas fábricas de vestuário e têxtil, em condições de trabalho insalubres e perigosas, inclusive sujeitas à assédio sexual, jornadas de trabalho extensas e violência física e sexual
Muitas manifestações de mulheres trabalhadoras aconteceram no final do século XIX e início do século XX, dentre as quais se destacam: manifestações contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de março de 1857, em Nova York (EUA);  manifestações de 1908, quando 15 mil mulheres marcharam sobre a cidade de Nova York exigindo a redução de horário, melhores salários e direito ao voto; greve das operárias da indústria têxtil contra a fome em 8 de março de 1917, em oposição ao Czar Nicolau II da Rússia e pelo fim da participação do país na I Guerra Mundial.
Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, foi instituído o Dia Internacional da Mulher, no dia 08 de março, em homenagem às mártires trabalhadoras que morreram no incêndio na fábrica em 1857. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) somente 1975.
No Brasil, após as modificações sociais e econômicas advindas com a abolição da escravidão e a corrente imigratória que se seguiu, também, houve a expansão do setor industrial que arregimentou mulheres e crianças para o trabalho em vários setores. Nas indústrias de tecelagem e fiação, as mulheres e meninas eram 70% da mão-de-obra contratada.
As mulheres trabalhadoras brasileiras também se organizavam e participavam das lutas sindicais por melhorias salariais, de condições de trabalho e contra o assédio sexual.
Entretanto, durante muitas décadas, as trabalhadoras rurais e domésticas foram tratadas como trabalhadoras de segunda categoria e na informalidade. As trabalhadoras domésticas, principalmente, em sua maioria mulheres negras, ainda sofriam e sofrem pelos estigmas do período da escravidão, com assédio sexual e moral por parte de patrões e patroas. Legislação mais específica para essas trabalhadoras se consolidaram no início do século XXI, ainda com muita controvérsia, falta de regulamentação e de fiscalização adequadas.
Notadamente, vinculado às tarefas ditas femininas de cuidar ou ensinar, as mulheres foram paulatinamente ocupando novos postos de trabalho. Uma das demonstrações claras de machismo com o trabalho feminino se deu na desvalorização salarial do professor em decorrência da inserção das mulheres no setor educacional, quando eram induzidas a trabalhar meio período para compatibilizar com as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos, visto que para a sociedade, o provimento das necessidades da família caberia aos homens.
Com a crescente escolarização das mulheres e sua profissionalização a partir das décadas finais do século XX, as mulheres passaram a ocupar postos de trabalho anteriormente masculinos tanto em cargos de tomada de decisão nas empresas como profissionais liberais (médicas, advogadas, engenheiras, dentistas etc).
Entretanto, as dificuldades pelas quais passavam as mulheres trabalhadoras, nos séculos XIX e XX, continuam fazendo parte das reivindicações dos movimentos sindicais tais como a equiparação salarial com os homens, a redução da jornada de trabalho extensa e contra o assédio moral e sexual. Aliado a isso, no âmbito doméstico, a despeito de ocorrer a parceria masculina em alguns lares, a maioria, infelizmente, reproduz a divisão tradicional dos papéis de homem e mulher no trato com os filhos e as tarefas domésticas. Assim, as ditas tarefas domésticas ficam a cargo das mulheres, o que gera dupla jornada de trabalho ocasionando fadiga e doenças relacionadas ao excesso de atividades.
No Brasil, no início do século XX, as mulheres trabalhadoras reivindicavam melhores condições de trabalho, creches e salários iguais aos dos homens. Aos poucos, as mulheres foram conquistando espaços nas direções sindicais e, hoje, encontram-se mulheres nas presidências dos sindicatos e nas diretorias.
A Constituição Federal de 1988, chamada “constituição cidadã” ao atender as mulheres brasileiras, igualou, finalmente, as mulheres homens em direitos e obrigações. Também garantiu e regulamentou a aposentadoria para mulheres. Entretanto, as mulheres estão sendo atacadas em seus direitos desde o golpe judiciário e midiático instaurado no pais em 2016, quando o então presidente interino, montou um ministério composto apenas por homens e a bancada parlamentar apresenta projetos que indicam retrocesso nas reivindicações das mulheres com relação à saúde, direitos sobre o próprio corpo e aposentadoria.
Não bastasse, a onda conservadora que prima por retirada dos direitos das mulheres, o governo encaminhou para o congresso uma reforma previdenciária que ignora as especificidades da mulher como o ciclo do corpo durante a vida da mulher e a tripla jornada a que está submetida, ao se inserir no mercado de trabalho, mantendo ao mesmo tempo o cuidado dos filhos, da casa e dos idosos da família.
Certamente, a reforma da previdência atinge com violência as mulheres e trabalhadores rurais, pois ao ignorar suas peculiaridades, a reforma os obriga a ter uma vida estendida no mundo do trabalho, labutando até a morte. Por isso, as entidades sindicais bradam que a reforma apresentada é o fim da aposentadoria, pois, pelos cálculos, as pessoas morrerão antes de se aposentarem.
Várias debates e audiências públicas estão ocorrendo pelo Brasil para alertar a população sobre a gravidade de se aprovar uma reforma a toque de caixa, sem medir suas consequências. Aproveitamos para convidar para a palestra sobre o tema “reforma da previdência e sua influência na vida das mulheres”, a ser realizada no dia 16/03, as 19:30 hs, no Sinteemar, ao lado da UEM, como parte das atividades do X Café, Mulheres e Política, organizado pela ONG Maria do Ingá e entidades sindicais, ONGs e a UEM.

Ø  Tania Fatima Calvi Tait, professora e escritora. Doutora em Engenharia de Produção. Pós-doutoranda em História. Coordenadora da Ong Maria do Ingá-Direitos da Mulher. Integrante do Núcleo de Mulheres do Sinteemar e do Forum Maringaense de Mulheres. Representante da CUT no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher. Coordenadora do curso de Engenharia de Computação da FEITEP.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Começo da luta.

Comecei minha militância no movimento estudantil, a partir da Pastoral Universitária na Universidade Estadual de Maringá e de lá para o PT foi um degrau natural pelas discussões que tinhamos de lutar pelos direitos das pessoas e por democracia. A luta pelos direitos das mulheres veio na sequência, por dois lados: das ações da CUT com relação a mulher trabalhadora e do setorial de mulheres do PT, com a discussão de mulheres na política. Muitas ações afirmativas foram traçadas para a igualdade das mulheres, no entanto temos muito que fazer, sempre. Aprendi muito e tenho muito pra aprender! E isso tudo começou nos anos 1980. Hoje foi muito bom lembrar dessa história, afinal é a minha história e a de muitas mulheres por esse Brasil afora. Essa lembrança deve ser por que está chegando perto do meu aniversário e do 08 de março.Orgulho de ser mulher, na luta, sempre!