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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

25 de novembro: Basta de violência contra a mulher



Nesse ano em que se marca “10 anos da Lei Maria da Penha”, tem-se a convicção de que muitas vidas foram salvas e refeitas com a implantação da Lei e com as medidas protetivas.
No entanto, uma série de problemas ainda precisa ser resolvida para que a Lei Maria da Penha realmente seja efetivada e cumprida. Dentre esses problemas, podem ser destacados: a falta de pessoal e de infra-estrutura para atendimento dos casos de violência nas delegacias da mulher, a humanização dos IMLs, a falta de delegada exclusiva, a demora de conclusão dos processos desde o boletim de ocorrência até as medidas protetivas e a falta de integração entre os serviços da rede de enfrentamento a violência contra a mulher. 
A solução desses problemas esbarra na sensibilidade e na destinação de verbas pelo poder público, cujas ações podem impactar na confiabilidade nos serviços e na Lei por parte da população. Infelizmente, não é o que temos visto.
O Paraná figura, em pesquisa recente, como o 3. Estado em casos de estupro contra mulheres e meninas e em casos de violência doméstica. Essa estatística, por si, só, mostra que muito precisa ser feito para que nossas mulheres tenham uma vida digna e sem medo em nossos 399 municípios com apenas 17 Delegacias da Mulher para o Estado todo.
 Em Maringá, segundo dados fornecidos pela Delegacia da Mulher de Maringá, até 15 de outubro de 2016 foram instaurados 1054 inquéritos, tendo sido registrados 1852 boletins de ocorrências, com casos de lesão corporal, ameaças e injurias.
De acordo com a informação da Secretaria da Mulher de Maringá, temos 4 mulheres abrigadas na Casa Abrigo por estarem correndo risco de morte. Junto com elas, estão seus filhos, totalizando 9 crianças.  A Casa Abrigo é o local que acolhe as mulheres que são ameaçadas e correm risco de morte e permanecem na Casa até que a situação seja resolvidas. Em muitos casos, a gravidade é tamanha que as mulheres precisam mudar para outras localidades, necessitando refazer suas vidas e de seus filhos.
Dados como esses, nos levam a cobrar mais efetividade das autoridades e ao mesmo tempo sensibilizar a sociedade para esse assunto tão grave e que está presente na nossa realidade.
Vale lembrar, sempre, que a violência contra as mulheres entra na lista das ações que ferem os direitos humanos.
Sabemos que nossa luta é todo dia para dar um basta na violência contra as mulheres e meninas. O mês de novembro é o marco dessa luta, com o dia 25 de novembro - Dia Internacional pela não violência contra a mulher.
No mundo todo,  realizam-se  os 16 dias de ativismo com ações voltados a chamar atenção para esse grave problema que atinge nossas mulheres.
Em Maringá, entidades da sociedade civil, também, se organizam para marcar essa data e cobrar das autoridades medidas urgentes para dar um basta na violência contra a mulher.
Além de palestras e discussões sobre o tema, as entidades estão convidando para a Pedalada pelo fim da violência contra a mulher. O objetivo da Pedalada é unir a sociedade para cobrar, com veemência, das autoridades dos 3 poderes, executivo, legislativo e judiciário, nas esferas municipal, estadual e federal, ações concretas para dar um basta na violência contra mulheres e meninas.
Para tanto, sindicatos, ONGs na área de direitos das mulheres, mulheres negras, LGBTs, juventude, entre outros, se organizam para no dia 26 de novembro, realizar a primeira pedalada pelo fim da violência em Maringá, com concentração às 9 horas na Praça da Catedral.
Vamos participar! A violência contra a mulher e as meninas acontece em todos os locais e, independe, de classe social, raça, religião, grau de estudo ou outra divisão social. A violência está presente em nossa sociedade e deve ser coibida e punida com rigor.
Quem ama, respeita! Quem ama, não mata! Vamos contribuir para que nossas mulheres e meninas vivam de forma digna, sem medo!

sábado, 19 de novembro de 2016

Quen ama, não mata, respeita!!! Pedalada pelo fim da violência contra as mulheres em Maringá

Quem ama, não mata, respeita!. A Pedalada pelo fim da violência contra as mulheres surgiu como uma forma de chamar a atenção da sociedade para esse grave problema que fere e mata nossas mulheres e meninas. É a primeira vez que é realizada em Maringá, reunindo ONG e entidades sindicais que possuem atuação na área de direitos da mulher. Nesses 10 anos da Lei Maria da Penha, muitas mulheres foram salvas e puderam refazer suas vidas. No entanto, os índices de violência ainda são muito elevados e exigem das autoridades firmeza na implementação da lei. A nós, sociedade civil organizada, cabe cobrar e exigir das autoridades mais rigor e atenção para os casos de violência contra a mulher, além de, também realizar campanhas de conscientização.
A Pedalada pelo fim da violência contra a mulher busca reunir as pessoas em torno desse problema, que independe de raça, cor, classe sociail, etnia, ateus ou crentes, escolaridade ou qualquer outra subdivisão pois o machismo que impede nossas mulheres de viverem com tranquilidade, faz suas vitimas atacando com violência física, sexual ou emocional. Venha participar conosco, a Pedalada é para mulheres e homens que se indignam e querem o fim da violência contra a mulher! Será dia 26/11 as 9 h, com concentração na Praça da Catedral de Maringá.
Obs: a camiseta que estou usando na foto, é da Pedalada realizada em Curitiba, foi presente da linda amiga Marilda Ribeiro da Silva. A camiseta está sendo vendida a R$ 10,00.
Foto: Valdete da Graça.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Violência contra as mulheres: Por que a invisibilidade mata?

A revista Carta Capital traz uma matéria importante sobre o feminicídio e a violência contra as mulheres, a partir de uma pesquisa do Instituto Patricia Galvão.  Segundo a pesquisa, "O Brasil é o 5º país com maior taxa de homicídios de mulheres, atrás de El Salvador, Colômbia, Guatemala e da Federação Russa. A cada 13 mortes violentas de mulheres registradas por dia, sete foram praticados por pessoas próximas, e poderiam ter sido evitadas. Apesar das taxas de feminicídio serem expressivas, a impunidade ainda é alta – ou justamente por isso". www.cartacapital.com.br

sábado, 5 de novembro de 2016

Novembro também é lilás!

A luta pelo fim da violência contra as mulheres e meninas é todo dia e toda hora, O mes de novembro é o marco dessa luta, realizada no mundo todo, com o dia 25 de novembro - Dia Internacional pela não violência contra a mulher.
 É um momento para pararmos e refletir, conhecer os problemas e propor soluções para que acabe  essa violência que é caso de saúde pública e faz parte da luta pelos direitos humanos e de uma vida com dignidade. 
Não podemos esmorecer e nem retroceder. Vamos participar das atividades do mes de novembro e unir forças nessa luta que é de todos e todas nós, mulheres e homens pela não violência.

Dia 25 - 19:30 - no Sismmar. Roda de Conversar Basta de violência contra a mulher. Evento com pareceria da ONG Maria do Ingá-Direitos da Mulher e Sismmar.

Dia 26 - 9 h - na catedral: Pedalada pelo fim da violência contra a mulher. Evento com várias entidades sindicais, estudantis, LGBT e de mulheres: Forum Maringaense de Mulheres, Associação Maringaense LGBT, Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, União Juventude Socialista (UJS), Ong Maria do Ingá - Direitos das Mulheres, Sismmar, Sinteemar, Sindaen, Steen, Stessmar, Sintromar, Cut.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A indiferença.

Sempre é bom lembrar...

A Indiferença - poema atribuido a Bertolt Brecht.

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

Voltamos ao ar no mundo virtual.

Estivemos fora do ar por problemas técnicos, mas tudo acertado.
Nesse tempo, publiquei dois artigos referentes a participação das mulheres nas eleições 2016: "As eleições, a violência e as mulheres" no jornal  Gazeta do Povo (http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/as-eleicoes-as-mulheres-e-a-violencia-celrf2wtmtoq8thde8tjotidw) e "Mulheres: as grandes perdedoras das eleições 2016" na Revista On line Espaço Acadêmico (https://espacoacademico.wordpress.com/2016/10/21/mulheres-as-grandes-perdedoras-das-eleicoes-2016).
No primeiro, escrito antes das eleições trato da relevância em termos mulheres que realmente façam a diferença na política e que estamos ainda em trono de menos de 10% de representantes.
No segundo artigo, escrito após as eleições, apresento dados estatísticos que mostra que nada mudou para a representatividade de nós, mulheres.
 A presença da mulheres nas políticas continua sendo um grande desafio para a luta pelos direitos das mulheres,