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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Quando li “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!” no site da Marcha Mundial de Mulheres (https://marchamulheres.wordpress.com/) fiquei pensando na força dentro da frase.
Ali contida estão todas as formas de violência que as mulheres sofrem em todos os cantos do mundo e que as tornam prisioneiras de uma sociedade machista e excludente que as encarcera,  as violenta e as assassina.
O  chamado “todas sejamos livres” nos instiga a pensar na solidariedade que devia existir entre as mulheres pois todas sofremos algum tipo de violência simplesmente pelo fato de ser mulher.
No entanto, mesmo com a beleza e o poder da frase que nos inspira a seguir adiante, mesmo com tantas adversidades e com  sensação que estamos “remando contra a maré ou dando murro em ponta de faca”, nos deparamos com intermináveis barreiras que se levantam em nossa marcha pela igualdade e liberdade.
Recentemente tivemos o episódio lamentável e deprimente da interpretação equivocada por parte das igrejas evangélicas e católica com relação aos Planos Municipais de Educação e a inclusão das discussões pelo fim da violência contra a mulher, homofobia e racismo.
A cada instante temos a notícia que uma mulher foi assassinada por um ex qualquer que se sente dono de seu corpo e de sua alma, a ponto de tirar sua vida covardemente, a despeito do rigor da Lei do Feminicidio promulgada em março. Nem precisamos lembrar que o Paraná, esse lindo e rico Estado ocupa a vergonhosa 3ª posição em violência contra a mulher, sendo o primeiro no sul do país. E os Governos Estadual e Municipais nada fazem a respeito.
E, mais lamentável que tudo é o fato de muitas mulheres, em pleno século XXI, não se enxergarem, em seu cotidiano, no trabalho, na escola e nas ruas, como oprimida. E por não se enxergarem como tal reproduzem e fortalecem o discurso e as ações machistas que aprisionam todas nós mulheres.
Verdadeiramente,  seguiremos em marcha até que todas sejamos livres não faz parte de uma caminhada fácil e nem de uma estrada tranquila. Entretanto, a solidariedade pode nos fortalecer a ponto de eliminarmos as formas de opressão em quem vivemos, nós e as mulheres pelo mundo afora.
Vamos começar buscando encontrar  o que nos oprime e  refletir sobre o que e a quem estamos fortalecendo quando realizamos alguma ação. Como mulheres no mundo do trabalho, nos movimentos sociais ou em cargos públicos, entre tantas coisas,  vamos pensar no que nos move na marcha da vida, o que estamos deixando ao nosso redor e o que podemos estar reproduzindo para aprisionar outras mulheres nas gerações futuras.

Quando nossas mentes se abrirem, a marcha certamente ficará mais forte e solidária e os obstáculos do caminho serão facilmente removidos com nossa força, união e solidariedade.

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