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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Angelas, Sandras, Daianas, Paulinhas, Cintias e Marias...até quando?

Nos anos 1970 houve grande repercussão no caso da morte da socielite Angela, morta pelo marido, o qual ficou em liberdade, tendo sido condenado posteriormente em outro julgamento. Nos anos seguintes, foram assassinadas mulheres e meninas por ex-companheiros, estrupradores, pedófilos etc. Crimes sempre vinculados ao poder sobre o corpo e a alma da mulher. Os assassinos, via de regra, tem atenuantes e ou cumprem pequenas pequenas ou nem são condenados com justificativas de forte descontrole ou stress emocional., como foi o caso da jornalista Sandra que levou um tiro pelas costas e ao cair, levou outro tiro no ouvido do ex-namorado que a perseguia desde o rompimento do namoro. Ex-namorados inconformados com o fim de namoro como os de Daiana e Cintia que se planejam e tiram suas vidas. Casos como de outra Daiana que foram mortas por assumirem sua homosexualidade. O que não dizer da Paulinha encontrada morta num campus universitário com vestígios de briga. E todas as mulheres, as nossas Marias espancadas, violentadas, assassinadas covardemente por homens que suspostamente as amavam. A impunidade continua vigorando por trás dos crimes contra as mulheres, capitaneado por uma sociedade machista e excludente que coloca os assassinos e violentos como não criminosos com a alegação absurda de que “mataram por amar demais”. A despeito do rigor da Lei Maria da Penha, que pune agressores e das inúmeras medidas protetivas e preventivas pelo fim da violência contra a mulher, sabe-se que a violência faz parte da cultura machista que desequilibra as relações pessoais levando um a se sentir donos de suas companheiras e ex-companheiras. O que tem chamado a atenção é o aumento dos assassinatos e a idade das vítimas, mulheres jovens sendo assassinadas ou agredidas por homens também jovens. Jovens que deveriam ter uma postura diferente e mais igualitária, visto que nasceram e cresceram em uma sociedade na qual as mulheres tem mais participação e presença em todos os setores. Jovens que estão reproduzindo a sociedade machista em suas atitudes e comportamentos agressivos. Políticas públicas como a Casa da Mulher Brasileira são louváveis, pertinentes e necessárias. No entanto, temos que fazer algo mais na construção de um mundo sem violência contra a mulher e sem qualquer forma de discriminação. Comecemos prestando atenção ao nosso redor, nas ruas, no trabalho, nas escolas, em casa. Vamos enxergar onde está o machismo e o que ele faz com nossas mulheres. Vamos, nós, mulheres e homens, dar um basta nesse crime que é a violência contra a mulher.

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