São
elas: EUA consideram taxar produtos brasileiros em 25%, o Senado aprova
restringir acesso a acolhimento e aborto legal para casos de estupros em crianças
e adolescentes, Senado não quer reduzir a jornada de trabalho 6x1 e, em
Maringá, prefeitura que fazer consulta pública para militarizar escolas
municipais.
A
primeira notícia tem a ver com a família de políticos, os bolsonaros, envolvida
no escândalo BolsoMaster, no qual milhões foram desviados, os bolsonaros
ligados à extrema-direita, da qual o presidente dos EUA faz parte, envidam
esforços para que os produtos brasileiros sejam taxados, inclusive colocando o
PIX na mira do Trump, presidente dos EUA. São traidores da Pátria e usam de
várias artimanhas pra se manterem na mídia e longe das suspeitas de falcatruas
e crimes. O senador da família precisa explicar ainda sua relação com a
Vorcaro, do Banco Master e para onde foram os milhões que pediu a ele e para
qual fim foram destinados.
A
segunda e a terceira notícias têm a ver com as pautas do Senado, uma delas já
aprovada e a outra em tramitação. A aprovada é a PDL (Projeto de Lei) que
dificulta o acesso a acolhimento e aborto legal em caso de estupro de
vulnerável. Em um país, no qual foram registrados mais de 83 mil casos de
estupro e estupro de vulnerável em 2025 e já contabilizou 13.462 ocorrências de
estupro de vulnerável até março deste ano, segundo levantamento do Ministério
da Justiça e Segurança Pública), restringir o acesso e retirar a resolução da
Conanda - Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente torna-se
absurdo e criminoso. Afirmações constantes por parte do movimento social de que
“Criança não é mãe! Estuprador! Não é
pai” não sensibilizou senadores e senadoras que, colocam, sua ideologia e
posição religiosa acima da proteção e à uma vida com dignidade para as vítimas
de violência sexual.
A
terceira situação, ainda em tramitação é a redução da escala 6 x 1. Aprovada
por maioria na Câmara dos Deputados, a pauta entra em discussão no Senado. No
entanto, senadores, virando as costas para o interesse da classe trabalhadora,
querem propor uma escola 7 x 0, a ser negociada entre patrão e empregado, como
se "livre negociação" fosse favorecer o
trabalhador e a trabalhadora. Sabemos que isso não é verdade. Não vou me estender aqui pois
escrevi sobre a necessidade de redução da jornada 6 x 1 (https://www.taniatait.com.br/2026/04/a-necessaria-reducao-da-jornada-de.html)
E
localmente, chega a notícia de que a Prefeitura de Maringá vai fazer uma
consulta pública sobre a militarização das escolas municipais. Comprovadamente
equivocada, a implantação das escolas militares ou cívico-militares no Estado
do Paraná, tem sido palco de denúncias de agressões e desvios. Portanto, a
Prefeitura vai na contramão e que colocar essa modalidade para crianças. A gestão
municipal Barros, pelo visto, não pensa em resolver os problemas existentes,
aprimorar o método pedagógico e nem melhorar a qualidade de vida de trabalhadoras
e trabalhadores da educação. Destaca-se
que o modelo foi questionado no STF e é inconstitucional.
Esses
são apenas alguns exemplos que confirmam que voto tem consequência e não é
apenas no preço do pãozinho que comemos todo dia, vai muito além e pode nos
colocar, inclusive, em meio à guerras.
Claro
que ainda temos políticos sérios e preocupados com o Brasil e com a população,
mas existe uma maioria da qual o Congresso é formado que coloca a vida das pessoas
em segundo plano, pautados por suas posições ideológicas, religiosas e
financeiras. Infelizmente, no final, tudo se resume a obter lucros para si,
como a Polícia Federal já provou com suas investigações sobre certos políticos.
E, como no final do filme Tropa de Elite 2, o buraco é mais embaixo e um político
ligado à criminosos cariocas é eleito presidente da comissão de ética. O filme
é uma obra de ficção, Será?
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