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quinta-feira, 25 de março de 2021

Luto e luta coletivos diante de mais de 300 mil mortos por Covid

 Hoje, 25 de março, o Brasil ultrapassou a casa dos 300 mil mortos por Covid. Desde que o coronavírus surgiu e diante do negacionismo do presidente genocida da república federativa do Brasil, ao sabotar todas as medidas ditadas pela área de saúde, ao atrasar a vacina em nosso país e a vomitar uma série de insanidades, o crédito dessas mais de 300 mil mortes devem ir pra conta dele.

Além do número assustador, sabemos que cada pessoa que morre por Covid, não é apenas um número, é um ser humano que tem família, tem vínculos, tem profissão, tem trabalho e uma vida pra ser vivida em sua plenitude.

A situação está tão alarmante que, todo dia, recebemos a notícia de uma pessoa que está internada ou faleceu por Covid. Algumas delas são pessoas que, em algum momento, tivemos contato, outras são pessoas amigas de convívio.

Independente do relacionamento que tivemos com pessoas cujas vidas foram ceifadas pela Covid, o sentimento que nos atinge é de uma tristeza imensa em ver tantas vidas perdidas que poderiam ter sido salvas se a vacina tivesse chegado a tempo para elas.

Ontem li uma postagem e compreendi o significado desse sentimento, não é apenas a impotência de tudo que está acontecendo, é um sentimento de luto coletivo.

Luto coletivo pelas lembrança que trazemos de pequenas frases ditas e  de conversas pra realizar uma palestra sobre violência contra a mulher no auditório da Igreja; uma troca de ideias sobre os drones e a invasão de privacidade; uma lembrança de participação numa conferência da mulher; participação em festas com uma roda de samba; a espera de um café para troca de livros para breve...seja qual for a história, essas pessoas estão embrenhadas na nossa teia da vida e merecem todo nosso respeito, carinho e serem lembradas sempre.

Sabemos, também, que precisamos ser fortes e nos unirmos para não sermos tomados pela morte da esperança que nos emudece e nos paralisa.

A vida nos chama para lutar, seja na nossa intimidade, seja nas lutas coletivas.

Nas lutas coletivas, hoje, em meio a esta terrível pandemia, temos dois momentos importantes. O primeiro é o levante feminista contra o feminicídio, convocado em nível nacional. O segundo é o XIII Café, Mulheres e Política com o tema “Mulheres e crianças na pandemia”, realizado pela Ong Maria do Ingá. São eventos que nos auxiliam a pensar nos desafios que temos que enfrentar com uma grande lição: sigamos com união, fé e força.

 Na intimidade, do fundo do meu coração e diante do nosso luto coletivo, apenas me vem à mente:

 #vacinaparatodosurgente

Trezentas mil vezes: #ForaBolsonaro

2 comentários:

  1. Parabéns Tania, seu texto expressa nossos sentimentos num dia tão triste como esse!

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  2. Parabéns Tania, seu texto expressa nossos sentimentos num dia tão triste como esse! Lúcia Bertin

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