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sábado, 22 de maio de 2010

A demolição da nossa "velha" rodoviária apagando a nossa história...

Fiquei com sentimento de frustração ao ouvir no jornal da noite a chamada “começa a demolição da antiga rodoviária de Maringá”. Palco de muitas memórias e, posteriormente de muitas discussões e ações na justiça, a antiga rodoviária é muito mais do que tudo isso. Ela reúne as lembranças de todos e todas nós que nascemos, vivemos ou passamos por aqui. Em termos de arquitetura ela é um marco de uma época.
O que mais chama a atenção na derrubada da rodoviária é o silêncio da cidade, que parece compactuar com a extinção da última construção histórica de Maringá.
Aí vamos ficando sem nossas lembranças. Alguém ainda lembra do viaduto da Av. São Paulo? dos cinemas da cidade? Pelo menos que surjam os desenhos e a fotos...
Eu já escrevera sobre o tema (“Patrimônio historio X especulação imobiliária: a nossa rodoviária” em http://www.din.uem.br/~tait) Naquele período ainda havia esperança que a situação fosse revertida e a rodoviária pudesse ser transformada em centro cultural ou algo do tipo, com a preservação ao menos de sua fachada, como acontece em outros locais, no Brasil e no mundo.
Mas agora, está aí, a demolição da velha rodoviária como presente do prefeito para o aniversário da cidade, que vai ficando cada vez mais sem a sua história.

3 comentários:

  1. Ahhhh o projeto do tcc do Bruno não vai valer de nada então! =/
    Que pena...
    E eu acho que o povo estar em silêncio é pq eles não tão nem aí tbm!
    :*

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  2. Não acredito que, com tanta coisa pra arrumar e até pra demolir, eles vão justo atrás de um edifício de tanto valor histórico como a antiga rodoviária. Pq não restaurar ao invés de demolir, né?! Esse tipo de gnt não devia ocupar certos cargos, bando de sem-cultura! ¬¬'

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  3. É Tânia, como pode uma cidade deste porte, tem tanta ignorância por parte da sociedade civil.

    A cidade pode até mudar de nome, quem vai ligar pra isso, caso acabem com meia dúzia de edifícios históricos (?) e parte da vegetação nativa, a cidade seria uma CIDADE-GENÉRICA e não mais Maringá Ex-Cidade-Canção!

    O Moderno hoje é preservar, revitalizar, recriar espaços importantes.

    Cidade-Dormitório, Cidade-Rodeio, sei lá

    Fora Barros, Fora Forasteiros Infiltrados!

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