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domingo, 10 de abril de 2016

O amor e a vida de Sapopema a Curitiba.


Sexta-feira e sábado tive a oportunidade de estar em dois lugares diferentes: Sapopema e Curitiba. Sapopema, no interior do Paraná, possui quase 7.000 habitantes e é conhecida por suas cachoeiras. Curitiba é a capital do Paraná, com seus quase 2 milhões de habitantes. Duas realidades distintas em dois eventos igualmente distintos que me fizeram pensar no muito que podemos fazer para melhorar, cada vez mais, nosso Brasil e nosso mundo. Também, me fizeram pensar na força de mulheres e homens, jovens e idosos na luta diária pra construir um mundo melhor pra vivermos.
Em Sapopema, participei da reinauguração da Casa Familiar Rural Pe Sassaki. Trata-se de uma escola para filhos de pequenos produtores, assentados da reforma agrária, entre outros.  A escola tem parceria com Igreja Católica, governo federal, estadual e municipal, além de ter recebido verbas para reformas de emendas da Senadora Gleisi Hoffman (PT) e do Deputado Federal Enio Verri PT). Ali estavam adolescentes que participam de uma pedagogia chamada pedagogia da alternância em que combinam as aulas com o tempo da colheita nas pequenas propriedades das suas famílias. No evento, muitos parceiros e a participação dos alunos, conscientes do seu papel, ensinado na escola, com o envolvimento da comunidade. Conheci o Pe Sassaki que dá o nome para a escola, um senhor com quase 80 anos, que se anima no trabalho com a juventude. Ouvi de outro padre, agradecimento ao ex-deputado André Vargas, que segundo ele, errou, mas que sempre ajudou aquela comunidade e não se pode cuspir no prato que comeu.  
Em Curitiba, participei da palestra do sociólogo Emir Sader, defensor do “Fica Dilma e não ao golpe”. O professor, com mais de setenta anos de idade, falou sobre o mundo, as relações de poder, a mídia brasileira e o significado dos governos Lula e Dilma para a melhoria da vida do povo brasileiro. Também, comentou sobre algumas áreas em que o governo deve atuar como a regulação das comunicações, a reforma política e de Estado. Ali estavam professores e professoras, lideranças feministas, sindicalistas, estudantes, servidores públicos, entre outros, num sábado pela manhã, saboreando a experiência de um militante de esquerda que passou pela ditadura militar e pela redemocratização do Brasil. E, como brasileiro que é, não desisti nunca.
Nos dois eventos foi pedido um minuto de silêncio pelos dois militantes do MST mortos pela política do Paraná, na luta pelo direito a terra e a vida.
Na minha visão, o que une os dois eventos é a vontade das pessoas de fazer do mundo um lugar com mais justiça, igualdade e promoção do ser humano. Em nenhum dos eventos, eu ouvi ou vi, o incitamento ao ódio ou discursos de raiva. Pelo contrário, fui tomada pela emoção de saber que em cada canto do mundo, ainda existem pessoas, que com seu trabalho, sua fala ou qualquer pequena ação, prega o amor e a vida, seja no campo ou na cidade.




 

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