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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Redes sociais digitais: necessidade ou vício?

Publicado na Gazeta do Povo, em 29/04/2014, por Tania Tait. Com o advento dos aparelhos móveis e a ampliação dos recursos dos celulares, a expansão da Internet se dá de forma assustadora e seu uso passa de esporádico para instantâneo. Essa evolução, ao fortalecer o paradigma de “computador onde a pessoa se encontra, a qualquer hora e lugar”, referindo-se aos “aparelhos móveis”, modifica também comportamentos como o chamado “Vício Eletrônico” que significava o vício das pessoas que não conseguiam se deligar de seus computadores para entrar nas redes sociais, jogar, fazer comentários ou verificar o que está sendo postado. Hoje, a situação se torna mais complexa e alarmante. Basta observar ao redor: pessoas caminhando e usando celular; pessoas em bares e restaurantes que não interagem com outras pessoas, mas com seus aparelhos. Crianças e adolescentes conectados o tempo todo. Adultos usando aparelhos de comunicação em festas e cerimônias formais. Imagens sendo postadas e divulgadas em cada momento. O chamado vício agora se irradia pois as pessoas podem acessar suas informações em qualquer lugar e horário pois carrega os aparelhos consigo. Ao lado dos inúmeros serviços ofertados na Internet tais como a realização de pesquisas, serviços bancários, de serviços públicos e a comercialização de produtos e serviços, entre outros, encontra-se uma forma de comunicação via redes sociais, que se tornou parte do dia-a-dia das pessoas em todo mundo. O próprio conceito de redes sociais é antigo e indica a integração de pessoas que tem um objetivo comum e se comunicam para compartilhar idéias ou realizar ações conjuntas. No caso das redes sociais digitais, essa comunicação se dá por meio de uma tecnologia, que fornece acesso por meio de diversos tipos de aparelhos (celulares, tablets etc). Cada vez mais atraentes, as redes sociais são utilizadas, também pelas empresas na promoção de seus bens e serviços, com base no perfil dos usuários e seus interesses. Há uma estrutura para capturar as informações via redes sociais e transforma-las em conteúdo pra marketing e propaganda, para captar novos clientes ou garantir os existentes. Percebe-se, entretanto, que as redes sociais digitais possuem um tempo de vida útil. A rede social digital mais utilizada, atualmente, começa a apresentar desgastes devido o uso de “correntes”, pensamentos de autores que nem sempre são verídicos, comentários pagos por partidos políticos e excesso de propagandas de empresas na comercialização de seus produtos e serviços. Essas informações descaracterizam o que, inicialmente, seria utilizado para que as pessoas se comunicassem. Além dos problemas psicológicos de vício e isolamento social que estão sendo estudados, não se pode negligenciar outros itens no quesito saúde, devido á radiação e o contato direto com os aparelhos que trazem problemas tais como: diminuição da visão, tendinite, dor nas costas, má postura, ansiedade, entre outros. Destaca-se, por sua vez, o lado fantástico dessa tecnologia que possibilita comunicação em tempo real, com fotos, imagens e comentários, o que pode aproximar as pessoas e coloca-las a par dos acontecimentos familiares, de relacionamentos e de acontecimentos de interesse público, mesmo a longa distância. Inclusive, comenta-se que as pessoas nunca escreveram ou leram tanto como após o advento das tecnologias de informação e comunicação. Não vamos entrar aqui no mérito do que e de como se escreve, o que tem se configurado na preocupação dos professores e professoras de língua portuguesa pela qualidade duvidosa e pelos incontáveis erros de escrita que circulam pela Internet. Enfim, devemos aprender a dosar o uso das novas tecnologias de comunicação para que seus benefícios possam ser aproveitados de maneira a contribuir para a real aproximação e compartilhamento entre as pessoas, com liberdade e não como escravidão e dominação.

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