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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mulheres e eleições 2012

"Quando uma mulher entra na política, muda a mulher. Quando muitas mulheres entram na política, muda a política." Esta é uma fase famosa atribuida a Presidenta do Chile, Michele. Claro que não é qualquer mulher que vai mudar a política. Historicamente, o Brasil é marcado por mulheres que herdam a política de familiares, pais ou maridos. À exceção fica por conta das mulheres que atuam em movimentos sociais, as quais constrõem suas candidaturas em cima de trabalho de muitos anos desenvolvido em suas comunidades ou nos movimentos que atuam. Essa constução faz com que essas mulheres desempenhem suas atividades na política com coerência e força. No entanto, infelizmente, o Brasil continua tendo muito pouca presença feminina na política, somos apenas 8,8%. A nossa esperança é que com a eleição da Presidente Dilma esse quadro mude com o aumento de mulheres nos cargos políticos. O país ganhou muito com a implementação de políticas públicas para mulheres e o fortalecimento da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, criada em 2003 pelo Presidente Lula. Não podemos retroceder! Somos a maioria da população, já temos mais anos de estudo do que os homens, chefiamos as famílias e estamos no mercado de trabalho. Ainda temos muito a conquistar como a criação de infra-estrutura para a mulher trabalhadora (escolas em tempo integral, lavanderias, condições de trabalho etc), o fim da violência e da discriminação contra a mulher, entre outros. Temos, portanto, responsabilidade nas eleições. Vamos votar em homens e mulheres que sejam comprometidos com as políticas públicas para as mulheres, a começar pela defesa da Secretaria Municipal da Mulher e pelo respeito ao Conselho da Mulher e as entidades que ali estão representadas. Se optar por votar em mulheres, analisem seu histórico de lutas e contribuição para as políticas para as mulheres e para as chamadas "minorias" em nossa sociedade. Se optar por votar em homens, que considerem mais aptos aos cargos pleiteados, verifiquem seu comprometimento com as lutas das mulheres e o compromisso com as políticas públicas para as mulheres. O que não podemos mais é votar pela omissão!

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Temos um longo caminho a percorrer até que tenhamos uma sociedade justa e igualitária.
    Uma pena ler em alguns blog e meios de comunicação que a Secretaria da Mulher não faz a diferença. Para saber se faz a diferença ou não tem que participar.

    Maringá precisa de uma campanha forte de combate ao machismo.

    Vamos votar em mulheres que façam a diferença.

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