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sábado, 19 de abril de 2014

Tradição: macarrão com sardinha através das gerações

Tradição é o ” ato de conduzir além ou transmitir”, conforme informa o dicionário Aurélio. Isto implica em transmitir histórias, idéias ou ações. Nesse contexto, se encaixa o tradicional prato da Sexta-Feira Santa, na minha família há gerações: o macarrão com sardinha. Partindo do princípio que no catolicismo não se come carne vermelha no período chamado Quarema, o ato culmina na Sexta-Feira Santa com esse prato transmitido por minha avó Marianna Spinelli Tait (Vó Maria), que por sua vez, herdou da minha bisavó. De origem italiana, sabemos que este prato também é saboreado em outras famílias. Existe um ritual de elaboração do prato que vai desde a busca da sardinha apropriada até o ponto certo da farofa que se faz com essa sardinha. Dizem até que se não der o ponto, a farofa fica amarga e tudo se põe a perder. Despois de transformar a sardinha em farofa, mexendo muito, colocando azeite, mistura-se a sardinha com o macarrão. Pode ser servido com saladas e peixes ou simplesmente como prato único. Mas, o mais interessante, a meu ver, não é apenas a confecção do prato, é a reunião da família na Sexta-Feira Santa,especificamente para comer o macarrão com sardinha. Como a família cresceu muito, agora cada subgrupo familiar continua mantendo a tradição. Com tranquilidade sabemos que em cada cantinho, tem alguém reproduzindo o legado do macarrão com sardinha. Até quando? Não sabemos, estamos procurando transmitir essa tradição familiar. Além do respeito pela tradição da religião, da união familiar, sentimos como se a nossa Vó Maria estivesse um pouco com cada um de nós, fazendo com que nos sentíssemos especiais como ela sabia tão bem fazer, com seu olhar alegre de cor de jabuticaba.

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