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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Vício eletrônico e os dispositivos móveis

Escrevi o artigo abaixo, em abril de 2010, quando as redes sem fio e o acesso à Internet em dispositivos móveis( celulares, tablets etc) não estavam tão amplamente utilizados, mas o vício eletrônico preocupava psicológos, sociólogos etc. Hoje, ao observar o mundo ao redor e a excessiva utilização dos aparelhos e das redes sociais, observo que o vício eletrônico tornou-se mais forte e preocupante pois agora não é apenas "ao chegar em casa" que se corre para o computador, pois o "computador" está junto com as pessoas em todos os lugares. Já observaram as pessoas nas festas, nos bares, nas salas de aula? Sempre tem pessoas acessando as redes sociais. Daqui a pouco, as mesas de bares virão com tablets embutidos e ninguém precisa conversar, basta acessar a rede. Infelizmente, percebe-se que o vício eletrônico está presente em nossa sociedade, tanto no acesso aos jogos como no acesso às redes virtuais. Que reflexo trará na vida das pessoas? E na comunicação entre as pessoas?
Vício eletrônico na Sociedade da Informação Vivemos na chamada sociedade da informação, na qual as informações são transmitidas de forma rápida, em grande volume e em tempo real. A rede de computadores, a Internet, que completa 15 anos de uso comercial, tem um papel preponderante para a comunicação na atualidade. São 67,5 milhões de internautas segundo o Ibope/Nielsen em dezembro de 2009 (www.ibope.com.br). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet[ e é o primeiro em tempo de navegação na Internet. Os dados mostram ainda que, nas áreas urbanas, 44% da população, 97% das empresas e 23,8% dos domicílios brasileiros estão conectados à Internet. No mundo, a previsão é que o número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. O registro de endereços na internet chega a 174 milhões em todo o mundo. Os dados mostram concretamente que o “entrar” na Internet faz parte da vida das pessoas tanto profissional como pessoalmente e que está incorporada em nosso cotidiano e na nossa rotina de afazeres. 70% das pessoas consideram a Internet indispensável. Já existe uma geração que nasceu com a Internet e sabe usá-la desde muito cedo. Inúmeros benefícios advêm do uso da rede de computadores, entre eles, destaca-se a busca de pesquisas, a comercialização de produtos e serviços, o fornecimento de serviços de governos, entre outros, os quais contribuem para a melhoria da vida da população, evitando desperdícios de tempo e de recursos materiais e financeiros. Além das ferramentas de trocas de mensagens e as salas de bate-papos, novas formas de comunicação surgiram, como as redes sociais, que envolvem milhares de pessoas e as conectam, cada vez mais, entrelaçando locais, idéias e culturas distintas. Muitas organizações tem se valido do uso das redes sociais para difundir suas idéias e prestar seus serviços, o que tem incrementado o uso da Internet tanto para relacionamentos como para pesquisas e prestação de serviços. Entretanto, alguns problemas surgiram nestes 15 anos: o excesso de informação inútil pela rede, doenças pelo uso intensivo do computador, isolamento social, disseminação de pedofilia, sites pornográficos, sites discriminatórios e roubos, além de questões ambientais que começam a surgir. Um dos problemas graves detectados recentemente com o uso da Internet é o chamado vício eletrônico. A palavra vício encontrou expressão no uso intenso e alucinante da Internet por parte de pessoas que não conseguem viver sem estarem conectadas à rede. Se formos ao dicionário Aurélio, vamos encontrar que “Vício: Defeito grave que torna uma pessoa ou coisa inadequada para certos fins ou funções; Inclinação para o mal; Costume de proceder mal, desregramento habitual; Costume prejudicial.” E assim segue. Ou seja, a palavra vício sempre está relacionada ao prejudicial. Então, voltemos ao vício eletrônico que se configura uma preocupação, principalmente na área de saúde, tanto em nos aspectos físicos como psicológicos que afetam as pessoas. Os aspectos físicos envolvem a postura, a visão, as lesões por esforços repetitivos enquanto que os aspectos psicológicos estão relacionados ao comportamento das pessoas no uso da Internet. O problema assumiu proporções tão gigantescas que existem grupos de terapia para viciados em Internet. Os chamados “viciados em Internet” são os que abandonam outras atividades, se isolam na família e fazem com que seu mundo gire em torno da Internet. Para detectar um viciado na Internet pode-se começar a observar o comportamento dos que, ao chegar em casa, a qualquer hora do dia ou da noite, vão diretamente ao computador. No local de trabalho, muitos passam mais tempo na Internet do que realizando suas atividades, fato que foi detectado pelas organizações que buscam controlar os acessos realizados, principalmente, a sites considerados nocivos. O vício eletrônico torna-se prejudicial à vida das pessoas; deve ser observado e controlado para que o benefício que a rede de computadores pode trazer não se torne mais um malefício como tantos outros ocasionados pelo mau uso dos computadores. Não podemos permitir que essa tecnologia, vista como construtiva e útil para nossa sociedade, se transforme em algo que, ao invés de melhorar, possa afetar negativamente o mundo em que vivemos.

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